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CHCB: HOSPITAL PÊRO DA COVILHÃ APLICA PRIMEIRA PRÓTESE PENIANA
Rádio Cova da Beira
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) realizou pela primeira vez no hospital Pêro da Covilhã um implante de prótese peniana, um tratamento de última geração para homens com disfunção eréctil.
Por Paulo Pinheiro em 20 de Sep de 2017

De acordo com o Centro Hospitalar da Cova da Beira a aplicação foi realizada no dia 8 de Setembro e corresponde a uma cirurgia para implantação de uma “prótese peniana insuflável de 3 componentes”, que se destina aos pacientes que não obtêm melhorias com as demais terapêuticas.

“O doente submetido a este procedimento tem 48 anos de idade e foi vítima de um acidente de viação grave, do qual resultaram várias fracturas da bacia, lesão do plexo lombossagrado (região lombar) e outras sequelas, das quais se destaca disfunção erétil de causa neurológica, que, apesar de todas as terapêuticas tentadas para reverter o quadro, não apresentou melhorias”, aponta a nota.

 

O CHCB adianta que a cirurgia foi bem-sucedida e que o doente teve alta três dias após a cirurgia, sendo que no prazo de seis semanas “poderá usufruir em pleno de todas as potencialidades da prótese, recuperando, assim, grande parte da normalidade que subitamente havia perdido, e melhorando significativamente a sua qualidade de vida e o seu bem-estar pessoal”.

De acordo com a informação, a prótese em causa consiste numa das mais complexas e inovadoras existentes na atualidade, possuí garantia vitalícia e pelo facto de ser insuflável simula uma ereção natural, confortavelmente promovida pelo próprio utilizador.

 

 “Desta forma, permite ao implantado a activação da prótese, accionando a bomba colocada no escroto, acessível à manipulação e que transfere o soro do reservatório para os cilindros colocados no interior do pénis (corpos cavernosos) que ficam preenchidos e adquirem rigidez. Após a relação sexual, o doente desactiva a prótese, mediante a compressão de um pequeno botão, o soro que se encontra nos cilindros faz o trajecto inverso para o reservatório e, desta forma, o pénis regressa ao estado de flacidez”.

À frente deste procedimento cirúrgico esteve uma equipa constituída por Pedro Vendeira, urologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução (SPA) e o pelo urologista do CHCB e secretário-geral da SPA, Bruno Jorge Pereira.

 

 

 


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