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Terça, 17 Out 2017
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SOCIEDADE
FUNDÃO: PEDIDO DE CALAMIDADE NÃO FOI ACEITE
Rádio Cova da Beira
A câmara do Fundão não viu aceite o pedido o pedido de declaração de calamidade pública para o concelho em virtude dos incêndios que afectaram a Serra da Gardunha durante este verão. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia na última reunião da assembleia municipal.
Por Nuno Miguel em 17 de Sep de 2017
Apensar dessa situação, Paulo Fernandes refere que há outros mecanismos a que o concelho vai poder aceder como o fundo de emergência municipal e às medidas de reposição da capacidade produtiva “apesar de não ter sido aprovado o nosso pedido de calamidade pública fomos integrados naquilo que é o modelo de resposta para os municípios e territórios mais atingidos. Nesse sentido os nossos pedidos foram aceites naquilo que é o acesso a alguns instrumentos como é o fundo de emergência municipal e também as medidas de apoio à capacidade reprodutiva que penso que pode ser o mais relevante do ponto de vista da nossa população mais no imediato. Esse apoio virá através do plano de desenvolvimento rural e que eu espero que seja rapidamente colocado porque é na área agrícola e na agropecuária que tivemos os maiores prejuízos”.  
Na última reunião do órgão deste mandato, todas as bancadas concertaram a elaboração de uma moção, que foi lida pelo presidente da assembleia municipal, e onde se expressa a solidariedade para com as populações e freguesias atingidas pelas chamas “a assembleia municipal do Fundão envia um voto de solidariedade a todos os que foram assolados pelos incêndios neste verão; agradece também a todos os fundanenses, que num sinal de solidariedade e de amor verdadeiro pela nossa terra, se mobilizaram e combateram os incêndios salvando os seus pertences, as suas vidas e o seu futuro. Reconhecemos ainda de forma pública e penhoradamente o trabalho incansável dos bombeiros, sapadores florestais, forças de segurança e da protecção civil municipal na resposta às situações de emergência que os fundanenses enfrentaram em diversas freguesias do nosso concelho”.  
Vítor Martins acrescenta que neste documento onde constam ainda quatro recomendações que vão ser enviadas ao governo e também ao executivo “a primeira é a defesa de um plano nacional de revitalização económica e social, capaz de alterar o paradigma de gestão florestal nas diversas regiões afectadas. A segunda recomendação é a criação de uma comissão local de acompanhamento do processo de reflorestação e recuperação dos bens das famílias e empresas do concelho. A terceira passa pela realização de sessões abertas de discussão com a população do concelho do Fundão para criar instrumentos de planeamento e que evitem a repetição da situação trágica deste ano, suportando-se em fundamentação científica reconhecida. A quarta e última recomendação é que exista uma distribuição rigorosa dos apoios às pessoas que realmente precisam e foram duramente atingidas”.

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