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Terça, 17 Out 2017
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SOCIEDADE
EX-PROVEDOR ABSOLVIDO
Rádio Cova da Beira
Foram absolvidos de todos os crimes que eram acusados todos os arguidos do julgamento dos ex-dirigentes da santa casa da misericórdia de Belmonte.
Por Paula Brito em 05 de Sep de 2017
 

João Gaspar, ex-provedor e José Tavares, ex-secretário eram acusados de um crime de desvio de subsídio e foram absolvidos porque não ficou provado que os 300 mil euros que a misericórdia recebeu do ministério da saúde para a construção de um hospital de retaguarda foram desviados. A obra não se realizou por falta de verbas mas existem as obras no local “para quem quiser ver” frisou o juiz presidente do colectivo que recordou que os mesários actuaram sempre com autorização da assembleia geral.

Além deste, o ex-provedor e ex-secretário foram ainda absolvidos, tal como o ex-tesoureiro Joaquim Marques, dos crimes de participação económica em negócio e peculato. Crimes que também não foram provados uma vez que no caso da empresa Ecodiesel o esquema beneficiaria a Santa Casa da Misericórdia que era a detentora de mais de 80% do capital social da empresa, frisou o juiz presidente do colectivo.

Quanto ao negócio entre a misericórdia e a empresa Gonçalves e Gonçalves em que o ex-provedor era acusado de ter beneficiado de uma comissão com a aquisição de material de material à empresa para a misericórdia no valor de superior a 80 mil euros, também não ficou provado que o valor declarado em IRS correspondesse a essa comissão. Lançar este juízo de suspeição “foi grave” admitiu o juiz que não deu como provado nenhum dos crimes absolvendo todos os ex-dirigentes. Sobre as incompatibilidades não cabe ao tribunal esse julgamento desde que não constitua matéria de crime.

A sentença deixou João Gaspar como sempre esteve consciente de que agiu sempre em prol da santa casa da misericórdia, disse no final à RCB “porque nada foi feito contra a instituição, tudo o que eu fiz foi a bem da santa casa da misericórdia de Belmonte, tudo o que está lá foi sempre construído com muita dificuldade, está lá uma grande obra, um lar, uma creche, apoio domiciliário, jardim infantil, isto vem ao encontro da verdade e a verdade é que conta.”

A santa casa da misericórdia de Belmonte que era arguida e assistente no processo foi também absolvida e para o provedor, José Manuel Caninhas esta sentença vem repor a justiça e a paz à instituição “foi um dia importante para a Santa Casa que se viu envolvida numa situação muito ingrata e muito difícil, também porque houve pessoas que tentaram que este processo seguisse em frente, mas o que importa é que a santa casa saísse ilesa neste processo, dá-nos mais esperança no futuro e vamos seguir em frente”.

Assistente no processo a Santa Casa da Misericórdia não vai recorrer “não vai recorrer porque a decisão é-nos favorável, repõe a justiça e deixa-nos com uma perspectiva de futuro, com mais esperança com projectos que temos que desenvolver e que estavam condicionados”.

Resta saber se Jorge Amaro, outro dos assistentes do processo ou o Ministério Público vão recorrer do acórdão lido esta tarde no tribunal de Castelo Branco.  


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