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Sábado, 16 Dez 2017
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SOCIEDADE
SERRA DA GARDUNHA: PLATAFORMA CRIADA PARA A REFLORESTAÇÃO
Rádio Cova da Beira
O organismo é composto por cerca de duas dezenas de associações dos concelhos do Fundão e Castelo Branco e por vários cidadãos a nível individual e que tem como principal objectivo definir linhas de acção para evitar que no futuro se repitam situações dramáticas como a que foi vivida há algumas semanas atrás.
Por Nuno Miguel em 30 de Aug de 2017
Os elementos que integram esta plataforma estiveram reunidos pela segunda vez e consideram que antes de avançar com um projecto de reflorestação há outras tarefas que assumem carácter de urgência, como referiu à RCB um dos porta voz da plataforma “queremos acompanhar aquilo que está a ser feito para combater os efeitos da erosão porque é, neste momento, o grande risco que a serra corre. Não podemos esquecer que neste momento as encostas estão despidas de vegetação e há algumas pendentes bastante inclinadas que podem constituir um factor de risco para potenciais enxurradas e aluimento de terras. Ao que sabemos já está a ser feito um estudo pelas autarquias e pelo ICNF e aquilo que queremos saber é de que forma é que isso está a ser feito e de que forma é que os cidadãos também podem ser uma força activa na salvaguarda”. 
David Caetano acrescenta que para além dos efeitos da erosão dos solos, o cadastro da propriedade é outra das preocupações “há apenas uma pequena parte da serra da Gardunha que é pública, cerca de dez por cento. E há uma grande área de propriedade privada que ninguém sabe a quem pertence. Nesse sentido outro dos grandes pilares desta plataforma de trabalho será tentar definir o cadastro das propriedades aproveitando aquilo que em termos legais está a ser feito que é o novo regime de cadastro simplificado. De qualquer forma reconhecemos que é um problema grave para o ordenamento da Serra da Gardunha”  
Só depois de estarem concretizadas estas duas linhas de acção é que a Gardunha deve ser alvo de um projecto de reflorestação que sobretudo esteja assente em espécies autóctones “nem pode passar pela cabeça que seja de outra forma; como já tem sido provado de forma recorrente são espécies resistentes ao fogo e que são capazes de atrasar os incêndios e podem ser aliados no futuro. Aquilo que pretendemos evitar é que dentro de alguns anos volte a suceder aquilo que tragicamente aconteceu este ano”. 
A terceira reunião desta plataforma vai decorrer na freguesia de Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco, nos primeiros dias do mês de Setembro.

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