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Quinta, 04 Jun 2020
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POLÔŅĹTICA
PRIVATIZA??O DA ?GUA GERA POL?MICA
A Assembleia Municipal do Fund?o aprovou por maioria o lan?amento do concurso p?blico internacional para a concess?o da gest?o da ?gua e saneamento b?sico do concelho. PS, CDU e autarcas do Souto da Casa, Salgueiro e Alpedrinha votaram contra a proposta da maioria que acabou por ser o ponto mais pol?mico da assembleia que se prolongou durante mais de sete horas.
Por Paula Brito em 24 de Dec de 2007

A maioria justifica a proposta com a necessidade de antecipar a intenção do governo de privatizar as Águas de Portugal. Manuel Frexes diz que o Fundão "não pode ficar refém da decisão do governo" e por isso pretende com este concurso "por um lado que a titularidade dos bens, rede de água e saneamento, continue na posse do município, por outro, acautelar os preços e as regalias socias".

A oposição está contra. A CDU diz que os elogios à privatização "são falácias" e Lurdes Figueira enumerou as consequências, a médio ou longo prazo, da medida: "subida da facturação, exclusão dos que não podem pagar, discriminação positiva de grandes consumidores industriais e discriminação negativa de pequenos consumidores domésticos".

Nuno Baltazar Mendes entende que a maioria não tem legitimidade para tomar a decisão e propõe a realização de um referendo já que segundo o líder da bancada socialista "não foi para isto que os fundanenses vos elegeram, não constava do vosso programa eleitoral a privatização da água como também não constava a colocação de parquímetros". Para José Pina, também da bancada do Partido Socialista, esta proposta da maioria "é o reconhecimento público da incapacidade da câmara em resolver o problema da água e saneamento no concelho".

Em defesa da proposta da maioria Santos Costa da bancada do PSD entende que "o Fundão tem direito a escolher o parceiro que entender e não estar à espera do parceiro envenenado imposto pelo governo". Segundo Santos Costa "o Fundão não pode esperar nada de bom do governo socialista" e questionou a legitimidade do PS "que iniciou esta privatização quando em 2002 assinou o contrato com a empresa Águas do Zêzere e Côa, já depois de ter perdido as eleições e em véspera da nova maioria tomar posse."

À entrada da assembleia o STAL - Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, distribuía um comunicado alertando para os perigos da privatização da água. Uma acção de sensibilização que segundo José Alberto, dirigente do STAL "vai continuar junto da população". Quanto aos trabalhadores da secção de águas da câmara do Fundão o STAL tem uma garantia do presidente da autarquia "os que não quiserem integrar a empresa serão reconvertidos dentro do quadro da câmara municipal". 


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