RCB/TuneIn
Sexta, 22 Nov 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
DESPORTO
BC BRANCO 0 - PAMPILHOSA 0
Os encarnados albicastrenses n?o fizeram muito para poderes aspirar a outro resultado. Foi mal jogada, embora se saliente a entrega e determina??o dos jogadores. Estes registaram maior transpira??o do que inspira??o, a igualdade final aceita-se perfeitamente.
Por José Joaquim Ribeiro em 23 de Dec de 2007

O árbitro da partida poderá ter tido influência no desfecho do encontro, uma vez que, no nosso entender, não assinalou uma grande penalidade favorável ao Benfica e Castelo Branco, quando já decorria o período de compensações.

O facto dos dois conjuntos estarem separados por apenas um ponto na tabela classificativa, levava a supor que poderíamos assistir a uma partida mais emocionante, com ambos a tentarem conquistar os três pontos. Contra estas legitimas aspirações o encontro acabou por não corresponder minimamente. Os jogadores não mostraram ideias suficientemente fortes para incomodar o reduto contrário, o mesmo é dizer que se verificaram poucas situações de golo, com o jogo a ser demasiado disputado a meio campo.

No primeiro tempo, após alguns minutos de estudo mútuo, o Benfica foi quem se assenhoreou-se do jogo, remeteu o seu adversário para o seu meio campo obrigando este a tentar investidas apenas através de jogadas de contra-ataque, que nem sempre foram bem sucedidas. Nesse período, o golo esteve eminente no Vale do Romeiro, quando estavam decorridos nove minutos de jogo, através de um livre superiormente marcado por Miguel Vaz, mas a bola acabaria por embater nas malhas laterais da baliza do Pampilhosa. Depois de vinte minutos de maior pressão dos albicastrenses o Pampilhosa equilibrou a contenda, passando o jogo a disputar-se muito a meio campo. Até ao intervalo apenas se registaram duas ocasiões de maior perigo, uma em cada baliza. Na primeira, Silvestre obrigou Hélder Cruz a uma defesa de recurso a dois tempos; na outra, novamente de livre, Miguel Vaz obriga o guardião Joca a uma grande defesa.

A segunda metade do desafio começou mais movimentada, com os encarnados a pressionarem, podendo marcar, por duas vezes, logo após o reatamento. Mas, em ambos os casos, Cristophe não conseguiu introduzir a bola na baliza. O Pampilhosa só conseguiu responder aos 59 minutos, por intermédio de Chano, que na sequência de um livre testou as qualidades de Hélder Cruz, que se opôs ao remate com mestria. Assistiu-se, durante alguns minutos a um maior assédio à baliza de Hélder por parte do Pampilhosa, obrigando o guarda-redes encarnado a mostrar todas as suas faculdades.

O caso do jogo, aconteceu no último minuto das compensações dadas pelo árbitro, com este a não assinalar uma grande penalidade claríssima, favorável ao Benfica.  Na sequência deste lance os forasteiros  tiveram uma boa oportunidade de marcar, o que seria, de todo, injusto. O empate final aceita-se, numa partida que teve na figura do árbitro um elemento que não contribuiu para a melhor serenidade dos jogadores,  apitando demasiado a tudo e mais alguma coisa. Na nossa opinião teve interferência no resultado, ao não assinalar o referido castigo máximo.

 Pedro Garrido


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados