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Domingo, 17 Dez 2017
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POLÍTICA
“SOU CANDIDATO A PRESIDENTE DE CÂMARA”
Rádio Cova da Beira
Carlos Pinto não vai assumir o cargo de vereador, se perder as eleições no próximo dia 1 de Outubro. O candidato do movimento “De novo, Covilhã” garante que vai criar no concelho “entre 700 a mil postos de trabalho por ano”. Em entrevista à RCB Carlos Pinto anunciou a reabertura dos dossiers Data Center e Barragem e comentou os processos judiciais que têm marcado a pré-campanha eleitoral.
Por Paula Brito em 28 de Jul de 2017

Se perder as eleições Carlos Pinto não vai assumir o cargo de vereador. Confrontado com o cenário, o candidato do movimento "De novo Covilhã", em entrevista à RCB foi claro “não, não, isso não, eu sou candidato a presidente da câmara”.

Candidato para fazer o seu melhor mandato de sempre, Carlos Pinto diz que o que está em causa é salvar a Covilhã. Para isso tem preparada uma equipa apta a começar a trabalhar na captação de investimento para o concelho “nós vamos criar entre 700 a 1000 postos de trabalho por ano, não digo já em 2018 mas a partir de 2019, vamos criar emprego com equipas qualificadas que desde as 8h da manhã às 8h da noite não vão fazer outra coisa, os empresários de todo o país e de toda a Europa vão ouvir falar da Covilhã porque só assim é que podemos salvar a Covilhã, porque a palavra salvar a Covilhã está em cima da mesa”.

Em cima da mesa, se for eleito presidente, vai estar de novo o dossier Data Center. O candidato duvida que o contrato assinado entre o município e a PT alguma vez tenha sido lido pelo actual executivo. É que apesar dos proprietários da PT terem mudado as obrigações para com a Covilhã mantém-se e o investimento noutros concelhos também “nestes quatro anos andou a fazer investimento em Aveiro, na Guarda, em Castelo Branco, até em Oliveira do Hospital e agora é que anunciaram os empregos da Randstad, o que é que faltou à PT ou à Altice, foi interlocutores”, é que segundo Carlos Pinto, quando o actual executivo se sentou à mesa com os administradores do grupo “a primeira pergunta que fizeram foi se arranjavam um patrocínio para umas camisolas do Sporting da Covilhã”.

Outro dos dossieres que vai recuperar se for eleito presidente da CMC é a construção da barragem que garante deixou com financiamento aprovado e visto do tribunal de contas. O resto são desculpas de incompetência e cedência a um dos proprietários dos terrenos “o presidente da câmara aqui foi mais uma vez frouxo, fraco, prejudicou os interesses da Covilhã porque eu demorei 10 anos a chegar aquele ponto, eu esperava que ao menos ao fim destes quatro anos nós ficássemos a saber todos onde é que se situa a nova barragem da Covilhã, onde é que está o projecto e o licenciamento, nada, zero, tem lá os tubos espalhados pelas encostas onde só circula ar e vento”.

Sobre os processos com a justiça que têm marcado a pré-campanha, Carlos Pinto espera a mesma celeridade no processo que envolve o ex-presidente da assembleia municipal Santos Silva e o actual presidente da câmara, que houve com o seu processo em que foi condenado pelo crime prevaricação, sentença de que vai recorrer até à próxima segunda-feira, “ao mesmo tempo há um processo na câmara por um perdão de 400 mil euros, há dois anos e meio, com o presidente da câmara e o ex-presidente da assembleia municipal constituídos arguidos, que eu quero saber se estão à espera que passem as eleições para fazer a acusação, se agora aí a justiça já não tem pressa”.

Quanto ao novo caso em que é acusado de 12 crimes de difamação agravada por ser alegadamente autor do blogue O Pelourinho, o candidato devolve as acusações “tem alguém na Covilhã que seja todos os dias tão massacrado em vários blogues com calúnias como eu sou? Eu sou uma vítimas desta gente não sou um algoz”. Carlos Pinto diz que já apresentou queixa contra desconhecidos sobre os blogues onde é visado e garante que nada tem a ver com o blogue o Pelourinho “nada, e os tribunais vão dizer isso”.

Quem vai dizer a 1 de Outubro são os covilhanenses,  se preferem continuar com Vítor Pereira ou querem Carlos Pinto, de novo. A bipolarização das eleições é feita pelo próprio que entende que tudo o resto é voto desperdiçado.


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