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Quarta, 20 Out 2021
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DESPORTO
ATALAIA 2 ? ?GUIAS MORADAL 2 -
Empate ditado por erro do ?rbitro
Por João Perquilhas em 23 de Dec de 2007

Entrando a todo o gás, o conjunto da Atalaia do Campo conseguiu a supremacia do jogo durante 20 minutos, marcando um golo aos 50 segundos, mas outros ficariam por marcar.

Após este período os comandados de António Belo equilibraram a contenda e já na segunda parte viraram mesmo o resultado a seu favor, podendo inclusive tê-lo dilatado. Só um erro da equipa de arbitragem acabaria por ditar o desfecho final. 

Com uma dinâmica de jogo impressionante, cedo os locais ganharam ascendente sobre a equipa do Pinhal. De tal forma que, aos 50 segundos, Brito, bem solicitado por Bruno Correia, rematou para o fundo das redes da baliza de Rui Pedro, pelo que ficámos com a clara sensação de que iríamos assistir a uma grande partida de futebol. E as expectativas não foram defraudadas, muito por culpa de uma surpreendente Atalaia, que não tirava o pé do acelerador e criava grandes dificuldades ao último reduto forasteiro, como sucedeu aos seis e 11 minutos, quando, primeiro, Filipe Mouro, e, depois, Luisinho, estiveram perto de dilatar a vantagem.  Mas a grande situação decorreu ao minuto 20, quando Nuno desperdiçou a mais clara oportunidade para ampliar a contagem, contando, novamente, com uma estranha apatia da defensiva estreitense.  Após este período, o conjunto de António Belo acertou as agulhas, equilibrando a contenda, mas até ao intervalo nada mais houve a registar.

Na segunda metade do desafio, o jogo tornou-se completamente diferente. Os visitantes, na condição de derrotados, apostavam tudo na reviravolta do marcador e depressa se viram recompensados, pois aos 50 minutos chegaram à igualdade, com um golo de Zé Tó, o que contribuiu para a subida de rendimento da equipa.  De tal forma que, volvidos apenas oito minutos, conseguiram mesmo os seus intentos, com um tento da autoria de Pira, na transformação superior de um livre que Carvalheira cometeu sobre Tomás, na sequência do qual viria a ser expulso. Nos 20 minutos seguintes um Estreito demolidor poderia, e deveria, ter sentenciado um jogo, que lhe corria agora de feição. Tomás, aos 70 minutos, isolado pela direita, rematou contra o corpo do guardião contrário; no minuto seguinte seria David a isolar-se, mas também este não conseguiu desfeitear o gigante Hugo; e finalmente, aos 77 minutos, seria novamente Tomás a enjeitar nova possibilidade de marcar, voltando a permitir outra grande defesa ao guarda-redes local, pelo que a vantagem mínima se mantinha.  Os últimos 10 minutos foram disputados de forma intensa e mesmo com um jogador a menos, a Atalaia, sem nada a perder, tentou por todos os meios chegar à igualdade, o que conseguiria no quarto minuto de compensação, depois de uma grande penalidade mal assinalada pelo árbitro da partida. Na conversão, Brito não desperdiçou e estabeleceu aquele que viria a ser o resultado final.

Desta forma, o encontro terminou com os ânimos bastante exaltados por parte da formação do Estreito, que se mostrava indignada pela forma como perdeu dois pontos.

A arbitragem de Rui Dias, que teve apenas um erro no decorrer da primeira parte, ao não sancionar uma rasteira de Luisinho a Emanuel à entrada da área, acabou por ficar indelevelmente ligada ao resultado quando marcou grande penalidade inexistente contra o Estreito. Esteve bem na expulsão de Carvalheira, visto que Tomás se isolava e ficava cara a cara com o guardião Hugo.


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