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Sexta, 25 Set 2020
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POL�TICA
VÍTOR PEREIRA APRESENTA RECANDIDATURA
Rádio Cova da Beira
O candidato do PS à câmara da Covilhã está convicto de que as populações do concelho da Covilhã vão reconhecer o trabalho desenvolvido pelos socialistas no último mandato na câmara municipal. Vítor Pereira acredita na vitória do PS nas eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro.
Por Nuno Miguel em 22 de Jul de 2017
No comício de apresentação da sua recandidatura à presidência da autarquia, o candidato socialista afirmou que as dificuldades herdadas foram maiores que o esperado, com um passivo de 142 milhões de euros. Por isso a prioridade deste mandato residiu na recuperação financeira, com uma diminuição da dívida na ordem dos 40 milhões, mas com obras lançadas na ordem dos 20 milhões, destacando a recuperação da rede escolar, a construção do jardim das artes e a requalificação de estradas.
No lançamento da campanha, Vítor Pereira refere que “esse passado que aqui revisitei só interessa para estarmos alerta, para nos mantermos atentos, e não nos deixarmos enganar. Haverá quem nestes tempos prometa o mesmo, que apresente pela enésima vez o metro de superfície ao longo do TCT e que queira sacudir responsabilidades com a mesma ligeireza com que faz propostas inúteis e caras. Pode ser fino fazer umas pernoitas ou umas assembleias de seguidores. Mas nós somos diferentes e queremos é estar com as populações do nosso concelho”.
A criação de emprego e o desenvolvimento económico e turístico do concelho são apontadas pelo candidato do PS como as grandes prioridades para os próximos quatro anos. Um caminho que Vítor Pereira quer trilhar lado a lado com a UBI “nas áreas da ciência, da economia e do emprego nós devemos desde logo aprofundar o relacionamento com a universidade da Beira Interior e potenciar na nossa comunidade o seu principal activo que é o capital humano. Queremos apostar em centros de investigação e de excelência, na especialização em áreas de alto valor acrescentado, incentivando e apoiando a reindustrialização do nosso concelho apostando no «’Parkurbis» e no novo centro de incubação empresarial”.
A recuperação do centro histórico é outra das bandeiras hasteada pelo candidato socialista. Vítor Pereira destaca a requalificação do teatro municipal e a construção do centro de inovação social e da incubadora criativa como âncoras para esse desiderato. Mas há outras medidas para colocar em prática caso seja reeleito para o cargo “pretendo no próximo mandato lançar um programa de apoio em 50 por cento do valor da obra até um limite de 1500 por habitação para a recuperação de fachadas e com isenção de taxas e licenças. Se em todo o concelho recuperarmos 200 casas por ano, teremos afectado cerca de quatro por cento do orçamento de um ano e recuperadas 800 habitações. Já estamos a criar uma bolsa de arrendamento jovem e pretendemos também constituir uma linha de apoio ao comerciante da zona histórica bem como a concessão de estacionamento gratuito por um período razoável de tempo a quem faça as suas compras no comércio da zona histórica”.
A melhoria das condições de mobilidade através do projecto de bicicletas eléctricas, a criação de uma rede com seis percursos pedonais e cicláveis com uma extensão de 100 quilómetros e um maior aproveitamento das potencialidades do rio Zêzere são também projectos para desenvolver ao longo dos próximos quatro anos. Ao nível das freguesias rurais, Vítor Pereira garante que o município quer continuar a dar resposta às principais necessidades sentidas pelas populações, mas procurando atingir novos índices de desenvolvimento. Para isso propõe-se avançar com a criação de uma rede de aldeias de inovação “se houver financiamento como esperamos e aproveitando a base já existente da rede de aldeias de montanha, queremos criar uma rede de aldeias de inovação. Queremos reaproveitar estruturas como antigas escolas e torná-las em espaços de apoio e trabalho, com espaços de alojamento e alimentação para que seja possível em algumas freguesias a permanência a médio ou longo prazo de cientistas, escritores, artistas ou músicos que ali possam desenvolver o seu trabalho em comunhão com a realidade das nossas freguesias”.
O candidato socialista afirma que vai privilegiar o contacto directo junto das populações, mas reconhece que “esta campanha eleitoral não é uma campanha como as outras. Não vale a pena escamotear esse facto. Há adversários e há adversários. Parafraseando Mário Soares, os nossos adversários, sim, esses adversários que continuem com os seus processos historicamente condenados. Que cheguem às mais degradantes violências, às piores injúrias, que sejam até ao fim vítimas de si próprios, das suas naturezas e instintos. Nós saberemos manter-nos serenamente, corajosamente e venceremos”.

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