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Quarta, 26 Set 2018
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SOCIEDADE
CARLOS PINTO ACUSADO DE 12 CRIMES DE DIFAMAÇÃO AGRAVADA
Rádio Cova da Beira
A notícia é avançada na edição desta quinta-feira do JN. Em causa está a criação do blogue anónimo “Pelourinho 2013” que terá servido para atacar de forma anónima Vítor Pereira, até Junho de 2016, altura em que o blogue desapareceu.
Por Paula Brito em 13 de Jul de 2017

O actual presidente da câmara da Covilhã apresentou queixa contra desconhecidos e contratou um consultor de segurança informática para tentar identificar o autor do blogue, um facto que comunicou à Policia Judiciária que também realizou perícias que levaram a concluir que o acesso à internet associado ao blogue estava em nome de Carlos Alberto Pinto.

Contactado pela RCB, o ex-autarca confirma que já pediu a abertura de instrução do processo “que constitui uma montagem do actual presidente da câmara, conluiado com um técnico de informática, a quem pagou para esse efeito, que fez um relatório que levou a essa situação do Ministério Público de me comunicar isso. Isso já foi desmontado, nessas datas eu não estava no país, nem vivia nessa casa onde dizem que haveria esse IP, de maneira que é isso que eu vou dizer quando me chamarem, com as respectivas provas. Portanto esse indivíduo que está na câmara especializou-se em tentar desesperadamente criar estes casos porque tem sondagens que lhe dizem que vai perder a câmara e tem depois outro caso daquele processo de perdão ao ex-presidente da assembleia municipal onde ele sabe o que o espera”. Assistente neste processo, o ex-autarca não avançou mais pormenores mas aconselha Vítor Pereira a ponderar a sua continuidade na vida política porque “não o espera bom tempo”.

Carlos Pinto diz que este caso “não vai dar em nada”, tal como não vai dar em nada o acórdão desta semana, do tribunal de Castelo Branco, que o condenou a três anos de prisão com pena suspensa pelo crime de prevaricação. Depois de ter tido acesso ao acórdão, Carlos Pinto constatou que foi condenado por crimes que não praticou “venho lá acusado por crimes que a própria Relação não fixou para se definir a pena, de maneira que é uma coisa absolutamente surrealista e que vem de acordo com a excentricidade com que decorreu a audiência.”

Carlos Pinto não quis especificar a que tipo de crimes se refere mas entende que “o acórdão é um insulto a qualquer jurista acabado de sair da faculdade porque lê-se o acórdão da Relação e depois vai-se ler a fixação da pena e abusa-se e descredibiliza-se a Relação”.


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