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Sábado, 19 Out 2019
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POLÍTICA
COVILHÃ PERDE MIL HABITANTES ANO
Rádio Cova da Beira
Uma situação que coloca o concelho num ponto de “não retorno”, e um dos motivos que levou Assunção Vaz Patto a aceitar liderar a lista do CDS-PP à assembleia municipal nas próximas autárquicas. Em entrevista à RCB a candidata admite que não é do CDS mas acredita que o projecto de Adolfo Mesquita Nunes é o único que vai conseguir romper este ciclo e protagonizar a mudança que o concelho precisa.
Por Paula Brito em 29 de Jun de 2017

“Eu trabalho com um grupo, que é um consórcio que foi formado entre os dois institutos politécnicos (Guarda e Castelo Branco) e a Universidade da Beira Interior sobre envelhecimento, e o último trabalho que fizemos mostrou-nos que estamos a perder mil pessoas por ano no concelho, daqui a 40 anos não há cá ninguém, significa que estão a morrer, estão a emigrar e não estão a nascer, há uma altura em que é preciso agir porque se não se age, a partir daí não é possível voltar atrás”.

Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, Assunção Vaz Patto defende uma mudança de paradigma no relacionamento entre a Universidade da Beira Interior e cidade da Covilhã “é necessário que a Covilhã se veja como uma cidade universitária, que eu acho que é só de nome, não houve ainda um entrosamento da cidade com a universidade, e eu acho que é um paradigma que temos que mudar”.

Mas há outro paradigma que a candidata do CDS-PP à assembleia municipal da Covilhã entende que deve mudar, no próprio órgão onde se propõe ser eleita “fala-se muito mas faz-se pouco, acho que temos que fazer mais e falar menos, não interessa falar demais interessa ser objectivo, as pessoas falam quando têm que falar, no seu tempo, educadamente, são concisas e conseguem resolver-se as coisas.”

Assunção Vaz Patto  propõe reuniões descentralizadas da assembleia  “a assembleia tem que se aproximar dos covilhanenses e acho que era importante  mudar o sítio da assembleia, de freguesia em freguesia, é uma proposta que temos”.

A candidata entende que a assembleia municipal deve ser um local de debate de questões mais regionais ou mais locais, mas igualmente importantes para os covilhanenses, e deixa um exemplo “os transportes que temos para entrar e sair da Covilhã são terríveis e isso nota-se muito nos alunos, quer os horários dos autocarros quer dos comboios que são horrorosos, nós tínhamos uns comboios excelentes, nunca mais conseguimos abrir a linha da Beira Baixa, a assembleia tem que se pronunciar sobre isto, tem que dizer que não está bem, que estamos incomodados, tem que fazer barulho”.

Assunção Vaz Patto não equaciona outro cenário que não o da vitória mas garante que cumprirá o mandato que lhe for legado pelos covilhanenses.


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