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Segunda, 03 Ago 2020
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POL�TICA
CENTRO DE RECOLHA DE MADEIRA EM SILVARES
Rádio Cova da Beira
A empresa que vai construir o centro de recolha de madeira em Silvares já entregou na Câmara Municipal do Fundão o pedido para ocupar quase metade da área do loteamento industrial do Souto, inaugurado em Dezembro de 2015, localizado naquela vila do concelho.
Por Paulo Pinheiro em 27 de Jun de 2017

A informação foi veiculada pelo presidente da câmara municipal do Fundão durante a sessão comemorativa do 22º aniversário da elevação e Silvares a viola, que decorreu no domingo.

“A candidatura para ficarem com cerca de 20 mil metros quadrados foi-nos enviada na semana passada. Estamos a analisar o processo, mas sei que há um conjunto de postos de trabalho directos, ainda por definir estão os indirectos que são fundamentais para alimentar o centro de recolha. Pode-se estar aqui a criar uma nova economia ligada à floresta que passa por recolher o quadro da biomassa, fazer limpeza, para vender à central de biomassa. È uma nova oportunidade que se abre nesta região”, disse o autarca.

O centro tem como funções a recolha de madeira, de destroçamento e a parte logística, assim como, todo o quadro de transporte para a central de biomassa, que ficará localizada na zona industrial do Fundão.

De acordo com o presidente da câmara municipal do Fundão, a empresa pretende construir o centro e definir todo o modelo de recolha antes da construção da central “porque no dia em que estiver concluída precisa de matéria-prima”. O cronograma de construção da unidade aponta para um perídio de um ano e oito meses “o que significa que durante os próximos tempos, curtos, irão iniciar todo o processo de forma estar oleado no dia em que a central de biomassa iniciar a laboração”, explica Paulo Fernandes.  

 O presidente da autarquia fundanense anunciou ainda ser intenção do município criar, também no parque industrial de Silvares, uma incubadora florestal

“ Pretende fazer o mesmo que fazemos nas incubadoras para as áreas agroalimentares, tecnológicas, para as startups, para as jovens empresas, mas orientada para as componentes florestais. Precisamos de incubar negócios na floresta e temos que os apoiar. Vamos contruir em módulos um pavilhão, o primeiro com cerca de dois mil metros quadrados, que terá espaços para alugar e estamos a pensar construir uma unidade de transformação do mel de alguma dimensão”, frisa.

O edil fundanense aponta ainda a necessidade de se olhar para outras fileiras

“A fileira ligada ao medronho onde não temos uma única empresa licenciada que hoje faça a certificação dos produtos transformados (licores ou aguardente) são duas áreas que queremos trabalhar. Depois, a componente ligada ao turismo natureza com a possibilidade da criação de empresas de animação turística. Temos aqui a grande Rota do Zêzere e registámos a presença de mais de mil pessoas que pernoitaram no hostel da Casa da Mina. A rota é uma grande oportunidade”, conclui.

Recorde-se que a central de biomassa do Fundão foi aprovado em Julho de 2016 pela Secretaria de Estado da Energia, com uma potência de 15 MW. O investimento global, de 50 milhões de euros, é da empresa Central de Biomassa do Fundão, Lda. A central fica instalada na zona de expansão da zona industrial do Fundão e representa “o maior investimento privado captado para co concelho do Fundão”, refere o presidente da CMF.


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