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POL�TICA
“NÃO SE FAÇA MAIS DEMAGOGIA”
Rádio Cova da Beira
O porta voz do movimento empresarial “pela subsistência do interior” afirma que os empresários da região ainda não sentiram qualquer efeito prático das medidas incluídas no programa nacional para a valorização do território.
Por Nuno Miguel em 27 de Jun de 2017

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Em causa estão afirmações proferidas pela coordenadora da unidade de missão para a valorização do interior, Helena Freitas, que afirmou recentemente que 50 por cento das medidas já estão implementadas no terreno. Mas a visão de Luís Veiga é substancialmente diferente “se o governo pretender que as empresas acabem no interior e que não haja fixação de pessoas tem de o dizer claramente. Não pode é colocar pessoas, independentemente da sua valia académica, a dar entrevistas a dizer que a taxa de execução é de 50 por cento mas eu pergunto aos meus colegas se já viram alguma medida no terreno. Não se faça mais demagogia porque há justiça a fazer em prol do interior que é algo que não foi feito ao longo destes anos todos”.   
Também o coordenador da união de sindicatos encara com reservas a avaliação positiva que é feita pelo governo em relação a este programa. Luís Garra é o representante da CGTP no conselho consultivo da unidade. Um órgão que deveria acompanhar a implementação das medidas mas que nunca mais reuniu desde que a versão final do programa foi apresentada “através do ministro Eduardo Cabrita o governo veio, há dias, a tornar publico um balanço da aplicação do programa nacional de coesão territorial e não houve nenhuma reunião do conselho consultivo para tomar conhecimento desse balanço. É negativo que assim seja”.
Já o presidente da associação empresarial da Beira Baixa refere que o organismo disponibilizou as instalações que detém no parque empresarial do Tortosendo para que ali fosse instalada a sede da unidade de missão. Uma ideia bem acolhida mas que nunca foi implementada, lamenta José Gameiro “quando a unidade de missão tomou posse eu pedi uma audiência e levei comigo a planta do edifício que temos na Covilhã. Disse abertamente que era uma casa que estava à disposição da unidade de missão para se instalar no interior, sem prejuízo de terem um escritório em Lisboa. Foi-me dito que era uma ideia boa mas acabou por não ser entendido implementá-la no terreno”. 
Recorde-se que no passado dia oito de Junho a presidência do conselho de ministros veio, em comunicado, referir que das 164 medidas incluídas neste programa, 85 estavam cumpridas incluindo as que tem efeito prolongado no tempo, 32 estavam ainda por iniciar mas com calendarização definida e 47 estavam a ser alvo de trabalhos de preparação ao nível de estudo, enquadramento e regulamentação.

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