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Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã aprovou por maioria o relatório de contas consolidadas da autarquia e de todas as empresas municipais. Os documentos foram votados na última reunião pública do executivo mas foram duramente criticados pelos eleitos da oposição.
Por Nuno Miguel em 25 de Jun de 2017

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O vereador da CDU mostrou-se muito preocupado com a situação financeira das empresas municipais. José Pinto não poupou ainda nas críticas pelo facto de os elementos do executivo não conhecerem os relatórios de gestão da ADC, Icovi e Parkurbis “nós não temos acesso às contas da «ADC» porque o site está em reconstrução, a «Icovi» não disponibiliza contas desde 2014 e o «Parkurbis» não tem contas disponíveis. É verdade que o senhor presidente conseguiu, em certos momentos, recuperar a dívida mas parece que do outro lado não há a mesma preocupação. Temos aqui um aumento de dívida de terceiros a curto prazo de dois milhões e 600 mil euros e isso depois vai ter repercussões na actividade do grupo municipal”. 
A preocupação em relação à situação financeira das empresas também foi partilhada pela bancada do MAC. Pedro Farromba não perdeu mesmo a oportunidade de dar a Vítor Pereira um contributo para a próxima campanha eleitoral “nós temos duas empresas em que participamos há não sei quantos anos e, vou-lhe dizer com honestidade, que quando eu cá estava nunca percebi para que serviam. Entre a “«wrc» e a «Municípia» temos uma participação de 40 mil euros. Venda estas duas participações e com esse dinheiro consegue executar a intervenção com que a associação «instinto» venceu um dos projectos do orçamento participativo e pode ter aqui muitos votos das pessoas que gostam dos animais”.  
Críticas que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Vítor Pereira preferiu sublinhar a recuperação financeira que está a ser feita em toda a área de gestão municipal “o cenário é globalmente positivo; o total da dívida de médio e longo prazo no final de 2015 era de 78 milhões e meio de euros e no final do ano passado foi reduzido para 72 milhões e 400 mil. Temos assim uma redução no valor de seis milhões de euros. Não são trocos. Isto revela um desempenho muito positivo e o resultado consolidado só é negativo por causa das amortizações. Nós não teríamos resultados negativos se fossem levados em linha de conta os 12 milhões de euros de amortizações. Sem esse montante, o resultado era positivo”.
Quanto à sugestão deixada pelo líder da bancada do MAC, o presidente da câmara da Covilhã refere que já se procurou encontrar compradores para as participações que a autarquia detém na “WRC” e na “Municípia” mas até agora sem qualquer sucesso. 

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