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Quinta, 02 Abr 2020
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POL�TICA
“OS RECURSOS ORÇAMENTAIS SÃO LIMITADOS”
Rádio Cova da Beira
O ministro das infraestruturas e planeamento garante que não está nos objectivos do governo uma nova revisão do valor das portagens na A 23. A questão esteve em cima da mesa na abertura do primeiro congresso empresarial da Beira Baixa.
Por Nuno Miguel em 27 de May de 2017
Pedro Marques refere que “na A 23 já foram poupados seis milhões de euros por aqueles que a atravessam desde Agosto do ano passado com a redução de 15 por cento e mais de um terço desse valor, ao contrário do que se disse, foi dirigido às classes de transporte de mercadorias. Bem sei que a região reclama mais, compreendo isso, mas também peço que compreendam os recursos orçamentais são limitados tal como acontece nas empresas e nas autarquias mas já demos um passo muito importante para o reforço da mobilidade de e para esta região assim como nas outras auto estradas mais distantes dos grandes centros populacionais”. 
Ao nível do transporte de mercadorias, a grande prioridade vai para o investimento ferroviário e o governante espera que ainda este ano possa ser adjudicada a obra de electrificação do troço da linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda “há uma década que está encerrada e isso significa dez anos de interrupção da projecção e da competitividade internacional da região da Beira Baixa e onde favorecemos o transporte rodoviário das nossas mercadorias o que não é correcto do nosso ponto de vista. Aquilo que queremos é retomar a circulação nesse troço e para o efeito lançámos um conjunto de concursos que, no total, somam cerca de 90 milhões de euros e eu espero que até final do ano tudo possa estar adjudicado e já se verifiquem obras no terreno”.
Pedro Marques sublinha que “a região tem sabido transformar-se em termos competitivos e este eixo da A 23 é um eixo muito importante ao nível da competitividade industrial do país. Alguns dos maiores projectos do actual quadro comunitário foram aprovados para esta região. Estamos a falar de mais de 132 milhões de euros de investimento empresarial e isso é sinal da força industrial que a região soube renovar e também da transformação que teve em se afirmar na área de serviços de alto valor acrescentado”. 
O ministro das infraestruturas e planeamento respondeu desta forma a um conjunto de reivindicações apresentadas pelo presidente da associação empresarial da Beira Baixa. José Gameiro apelou ao governante para que os actores locais sejam considerados parte interveniente nas políticas definidas pelo governo “faça-nos actores das suas políticas já que estas se adequarão melhor ao território se nós, os regionais, estivermos envolvidos na construção das mesmas. Quando quiser decidir sobre a construção do IC 31, alterar o sistema de cobrança de portagens para chegar a esta região ou que o governo faça medidas para a valorização do interior chame-nos que nós estamos aqui para ajudar”.
O presidente da AEBB espera que este congresso possa apontar pistas que contribuam para o desenvolvimento sustentado de toda a região “é nossa convicção de que esta região pode melhorar bastante e é nesse sentido que temos vindo a trabalhar, empenhados no desenvolvimento e na afirmação das empresas capazes de alavancar a economia regional. O futuro passa por aqui se nós todos quisermos”. 

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