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POL�TICA
"REGADIO DA COVA DA BEIRA TEM A ÁGUA MAIS BARATA DO PAÌS"
Rádio Cova da Beira
No âmbito do sistema de regadios públicos em Portugal, o Regadio da Cova da Beira tem o custo de água mais baixo do país. “É um caso paradigmático no território nacional”, nomeadamente quando comparado com o Alqueva, disse na Soalheira António Santos, da Direcção Geral do Desenvolvimento Regional (DGDR).
Por Paulo Pinheiro em 26 de May de 2017

O representante daquele organismo, que participou na conferência "Regadio da Gardunha Sul: uma oportunidade", que decorreu no âmbito da Feira do Queijo, na Soalheira, explica que “no Alqueva toda a água que chega às pessoas é elevada e neste momento é subsidiada, quer dizer que as pessoas não pagam o custo da água porque por olivais intensivos, superintensivos, pomares tem-se vindo a verificar que a factura energética, mesmo atendendo às culturas com maior rendibilidade, nem essas conseguem suportar o custo da água se lhe fossem imputada toda essa grandeza”.

De acordo com aquele responsável, o Regadio da Cova da Beira contrapõe com o custo de água mais baixo do país e sem custos energéticos para levar a água a cada beneficiário de cada um dos blocos construídos.

Nesta altura, o regadio já a ser utilizado apenas a 40% “uma percentagem que o hindicap maior acontece porque o regadio à conta de fundos comunitários acabou por ser construído em função dessa disponibilidade e investimento. Obras deste tamanho são efectuadas assim… porque como não temos um país de grandes disponibilidades financeiras agarramo-nos aos fundos comunitários para concretizar estas grandes obras”.

António Santos defende que a solução que está a ser analisada na zona sul da Gardunha está no bom caminho porque, ao contrário do que acontece habitualmente, “não é o regadio que está á procura dos agricultores, eles já cá estão e são quem procura o regadio. Não sendo uma garantia de 100% de sucesso é um importante passo no sentido que as infraestruturas que venham a ser construídas poderão ser mais utilizadas e no imediato”, defende.

O representante da Direcção Geral do Desenvolvimento Regional não concorda com a ideia de que a chegada da água de regadio ao sul da Gardunha possa desvirtuar o sistema produtivo existente “não correremos esse risco. O nosso sistema produtivo é diversificado e a as próprias condições onde se pretende que o regadio seja construído, que dificilmente será uma mancha fechada como o de Regadio da Cova da Beira, será a melhor garantia para que coexistam os prados, a produção ovina e outras mantendo essa diversidade”, frisa António Santos.

O colóquio sobre o Regadio a Sul da Gardunha foi organizado pela CMF e junta de freguesia de Soalheira e contou coma presença do presidente da autarquia fundanense, os seis presidentes de junta das freguesias a sul do concelho, vereador do PS na câmara do Fundão, José António Domingues, natural de Soalheira, director da Escola Superior Agrária, vice- director da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, empresário.

Do debate fica a ideia, entre outras, de que este é um regadio “completamente diferente” do regadio da Cova da Beira. Decorrem os estudos de viabilidade económica, que só devem estar concluídos dentro de um ano, mas até lá “é preciso que os produtores tenham a palavra e definam que tipo de regadio querem”.


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