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Terça, 26 Set 2017
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SOCIEDADE
SANICOBE: CASA CHEIA NO REGRESSO AOS LEILÕES
Rádio Cova da Beira
Após um interregno de mais de uma década, foi retomado, esta quinta-feira, o leilão de gado na Associação de Defesa Sanitária da Cova da Beira. Em cerca de duas horas, foram vendidos 78 animais e transaccionou o valor de 50 mil 833.94 euros.
Por Paulo Pinheiro em 19 de May de 2017

Apesar de alguns momentos mais acalorados, com alguns produtores a insurgir-se contra a forma como estava a ser conduzido o processo, o primeiro leilão de gado de 2017 da Sanicobe “foi um começo”, refere o presidente da associação.

Oriundos de vários locais da região e do país, os produtores e comerciantes de gado, em grande número, disputaram cada lote, com diferentes lances, e o mais disputado o 23, em que o preço base de licitação (quilo) era de 2,85 euros e no final foi vendido a 3,51 euros. O animal mais pesado tinha 904 quilos, colocado a leilão pela Quinta dos Moinhos.

Para António Franco, produtor de vacas de leite e carne, actualmente com cerca de duas centenas de animais, na Sociedade Agrícola Quinta da Biquinha, na Covilhã, o leilão esteve muito bom e deve continuar

“Esta actividade tem muita importância para os produtores porque o sector estava um bocado parado nesta zona e com o leilão pode ser que haja uma maior valorização e produção no sector porque tem andado muito em baixo.”.

De Marco de Canaveses veio Joaquim Ferreira. O produtor, que já participou em anteriores leilões da Sanicobe, elogia as condições que a Associação tem para efectuar o leilão mais lamentou, esta vez, alguma falta de organização

“Eu comprei um animal, o mais pesado que foi à praça, mas depois entregaram-no a outro e por duas vezes. Não sei o que se passou. Acho que estava mal organizado por parte do leiloeiro. Penso que é um leilão que tem boas condições, o gado aqui é bom, mas precisa de mais organização”.

O presidente da direcção da Associação admite a necessidade de limar algumas arestas, mas, para o primeiro, “foi um bom começo. Agora vamos continuar a trabalhar para que os próximos possam correr ainda melhor”. De acordo com aquele responsável, a associação não estaria á espera da adesão registada “esperamos que o leilão tenha arrancado em definitivo na Sanicobe e de preferência mensal”. Questionado acerca da existência de mercado para os três leilões de gado que agora se realizam no Fundão, Alcains e Sabugal, Paulo Santos sustenta que “apesar de esta ser uma infraestrutura de raiz (Sanicobe) e tecnicamente com as melhores condições, acho que há mercado para todos”.

Neste leilão não houve lugar ao pagamento de taxas e a Associação Sanitária da Cova da Beira vai ainda analisar se no próximo, a 22 de Junho, vai implementar essa medida. Paulo Santos recorda que neste primeiro leilão, a Sanicobe suportou também o custo dos transportes dos animais e contou com o apoio da CMF e de algumas empresas.


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