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Segunda, 17 Dez 2018
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SOCIEDADE
CAMINHEIROS DA GARDUNHA FAZEM APELO ÀS AUTORIDADES
Rádio Cova da Beira
Os Caminheiros da Gardunha apelam às autoridades que sigam com mais atenção as descargas de lixo efectuadas na Serra da Gardunha. A solicitação feita pelo presidente da colectividade fundanense surge na sequência da terceira edição da “Gardunha Sem Lixo”, que decorreu este sábado.
Por Paulo Pinheiro em 14 de May de 2017

A acção estava prevista para a zona baixa da rota da Pedra d´Hera, no sopé do Monte de São Brás, mas o grupo viu-se forçado a alterar o local de intervenção, à última hora, devido a trabalhos que estavam a decorrer no local e também pelo facto de a zona do Parque do Convento estar ocupada pela Taça de BTT.

Os Caminheiros e o grupo de voluntários que se associou, entre eles membros do Projecto Matriz e as Guias do Fundão, viraram agulhas para a zona da Portela da Gardunha por onde já o ano passado andaram.

“Olhando para os arredores vemos que há muito a fazer. Tirámos alguns monstros, pneus, sacos de lixo e aproveito a oportunidade para solicitar à autarquia fundanense a colocação de um ou dois contentores naquela área para facilitar a recolha desse lixo, que por comodismo ou por falta de civismo as pessoas deixam ficar no chão. Recolhemos muitas centenas de quilos de lixo”, disse David Caetano.

De acordo com aquele responsável, a terceira edição do “Gardunha Sem Lixo” registou a adesão de um maior número de voluntários do que nas edições anteriores “e aquilo que nos enche de orgulho é ver que estas pessoas se uniram em torno de uma causa e deixaram um cantinho da Serra da Gardunha muito mais limpo do que estava e apto para ser desfrutado na sua plenitude “, frisa.

 

“A maior adesão das pessoas é sinónimo que estão a despertar para esta causa e estão a ganhar consciência de que elas podem fazer a diferença. Não temos que esperar que sejam as entidades a fazê-lo quando nós próprios podemos sair de casa, calçar um par de luvas e fazer a diferença para a nossa Serra da Gardunha”, defende o presidente dos Caminheiros.

 

Para David Caetano, até determinada cota há algumas zonas “que oferecem um cenário lamentável, é uma pena. Como estão mais acessíveis e ainda assim longe de olhares indiscretos é precisamente nas franjas, onde ainda há floresta autóctone, que acontecem estas descargas. É triste mas é verdade”, constata.

E não é apenas o cidadão a título individual, o dirigente associativo lamenta “que empresas de construção vão ali deixar material, já encontrámos rolos de lixo industrial intactos que ali foram despejados, entulho, etc.”.

 

Para o presidente dos Caminheiros é preciso mais atenção e fiscalização a estas situações

“Daqui lançamos o nosso apelo às autoridades para que sigam este fenómeno com mais atenção, mas espero que com este despertar de consciências as pessoas esteja mais atentas a este tipo de ocorrências e não se coíbam de as denunciar quando as constarem no terreno”, conclui.


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