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POLÍTICA
PEDRO FARROMBA: "VOU ANDAR POR AÍ"
Rádio Cova da Beira
Pedro Farromba vai fazer uma pausa na vida política activa e não é candidato, em nenhuma lista, nas autárquicas de 1 de Outubro. O vereador do Movimento Acreditar Covilhã considera que as candidaturas de Carlos Pinto e Vítor Pereira representam o passado e vaticina um resultado histórico ao PSD da Covilhã que se arrisca a não eleger nenhum vereador.
Por Paula Brito em 28 de Apr de 2017

Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, Pedro Farromba diz que não é altura de se candidatar a nada e explica porquê “uma candidatura, seja ao que for, tem que ter um factor primordial que é a vontade. Eu reconheço que estes foram quatro anos muito difíceis, do ponto de vista pessoal, mas procurei cumprir honrando os votos que me confiaram. Estou envolvido em projectos, alguns públicos, como a federação, e profissionalmente estou a fazer o que gosto e me dá prazer, por isso entendo que esta não é a altura de me candidatar a nada”.

Pedro Farromba não fecha, no entanto, a porta à política no futuro

"Obviamente que não direi que não volto mais a estas coisas. Tenho 43 anos, gosto muito de política tenho uma vontade incansável de defender os interesses da Covilhã e não ponho de parte que no futuro possa voltar", refere. 

Pedro Farromba não esconde alguma surpresa com o regresso de Carlos Pinto com quem, admite, não mantém as mesmas relações de há quatro anos atrás por motivos que não quer tornar públicos. Quanto ao regresso do ex-autarca “se fosse eu não o faria, ele fê-lo é sinal que tem vontade, portanto acho bem que vá a votos para de uma vez por todas se tirem as conclusões sobre o peso político e o número de votos que os candidatos têm”.

Numa análise às candidaturas conhecidas à data da entrevista à RCB, Pedro Farromba considera que Vítor Pereira e Carlos Pinto representam o passado e a Covilhã tem que olhar para o futuro

“Temos dois rostos que vêm do passado: um que está actualmente como presidente da câmara mas que foi vereador durante oito anos e um que foi presidente durante vários mandatos e acho que a Covilhã precisa de olhar para a frente”.

O autarca considera que a candidatura do PSD não tem expressão e vaticina um resultado histórico ao Partido Social Democrata na Covilhã que se arrisca a não eleger nenhum vereador. O autarca espera pata conhecer as equipas e as propostas dos candidatos mas não esconde simpatia pela candidatura de Adolfo Mesquita Nunes

“Se reparar na forma como eu, há quatro anos, construí o meu programa eleitoral foi muita na forma como o Adolfo Mesquita Nunes o está a fazer. Devemos ouvir as instituições, colectividades e a população para depois percebermos o que vamos fazer. Alguém que se acha um Deus umbilicalmente genuíno e que tem as ideias todas e, portanto, é ele que faz unicamente o programa da sua lavra não serve. Serve alguém que ouve as pessoas para construir a sua estratégia”.

Pedro Farromba afirma que o Movimento Acreditar Covilhã chegou ao fim mas valeu a pena, a prova-lo estão os convites que os membros do movimento estão a receber de diversas candidaturas, incluindo o próprio que também foi convidado mas não adianta por quem. O tempo é de afastamento da vida política mas “tal como dizia o outro Pedro, também vou andar por aí”.   


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