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Terça, 18 Fev 2020
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CULTURA
FERNANDO PAULOURO LANÇA “FELLINI NA PRAÇA VELHA”
Rádio Cova da Beira
“Esta praça velha dava uma bela fita” teria dito o cineasta italiano enquanto limpava os vidros do café Aliança. A cena é imaginada por Fernando Paulouro e dá o mote ao título do seu mais recente livro, apresentado na biblioteca municipal do Fundão.
Por Paula Brito em 26 de Apr de 2017
“Fellini na praça Velha” é um romance que há muito estava na mente do autor que junta memórias à ficção, numa obra que de realidade tem apenas meras coincidências. Um livro que chegou a pensar ser apenas “uma brincadeira” mas que acabou por lhe dar imenso prazer “porque é um livro que gira à volta de fragmentos de memórias do Fundão, de coisas inventadas e outros pontos da realidade, porque a realidade tem sempre mais força do que a imaginação, e às vezes basta uma alcunha para justificar uma história, há estórias completamente inventadas à volta de figuras e pessoas que fazem parte da substância de uma terra, mesmo quando estão à margem”.

Manuel da Silva Ramos apresentou aquele que considera ser “o primeiro romance sobre o Fundão”, que tem no tio de Fernando Paulouro, Armando Paulouro, ou o Timã, como lhe chama e a quem dedica a obra, o fio condutor do romance “é uma espécie de um diabo com piada que, de propósito, implica com as pessoas para elas saírem do seu universo e isso é muito salutar. Aliás, está no livro do Fernando que ele (Armando Paulouro) foi preso, esteve no Aljube, e quando regressou ao Fundão foi esperado e ovacionado na estação, portanto é um herói”.

Fernando Paulouro trabalha já no próximo livro que será sobre uma personagem da região, ainda familiar de Fernando Pessoa, que acabou na fogueira da Inquisição e que viveu durante 25 anos no Brasil. É para lá que o autor parte no final desta semana para uma investigação de três meses que está a realizar para escrever esta obra de ficção que considera “um grande desafio, o livro de uma vida”.  


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