RCB/TuneIn
quarta, 28 set 2022
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
"AS PORTAS QUE ABRIL AINDA Nテグ ABRIU"
Rádio Cova da Beira
Como vem sendo habitual no concelho do Fundテ」o, a sessテ」o oficial comemorativa do 25 Abril dテ。 a palavra aos estudantes do concelho que na voz de Inテェs Figueira, do Agrupamento de Escolas Gardunha e Xisto, falou de uma geraテァテ」o que nテ」o テゥ ingrata com as conquistas de Abril.
Por Paula Brito Batista & Paulo Pinheiro em 25 de Apr de 2017

“A minha geração deve ao 25 de Abril e ao 25 de Novembro a liberdade de pensar, participar e discordar, uma geração que reconhece este tributo com gosto e naturalidade, é nosso dever não fazermos esquecer a história, pelo contrário, temos que pensar no passado para vivermos um presente e criar um futuro mais solidário, mais equilibrado, um futuro melhor”.

 

José António Encarnação, do Agrupamento de Escolas do Fundão, falou as portas que Abril ainda não abriu na totalidade. As portas entreabertas que deixam partir os jovens depois de formados deixando um país órfão de futuro “grande parte dos alunos que terminam o 12.º ano na escola que frequento tem intenção de sair da cidade para prosseguir os estudos, não tem nada de errado, a maioria não pensam sequer em regressar, e há ainda alguns que mal acabem o curso pretendem sair do país. Isto é normal?”, questiona o estudante.

Grata pela conquista de liberdade que Abril proporcionou, Maria João Torrado, do Externato Capitão Santiago de Carvalho, em Alpedrinha, denunciou as ameaças de hoje à liberdade quando usada de forma abusiva

“Embora tenhamos liberdade para nos expressar nunca nos podemos esquecer do respeito, da dignidade e da privacidade para com os outros. Infelizmente, estamos a assistir, cada vez mais, a actos de violência, de desrespeito e violação dos direitos humanos que nos choca e perturba todos os dias. Por exemplo, através das redes sociais muitos jovens escondem-se atrás de um ecrã para desrespeitar um colega ou conhecido, isto para mim é uma forma de abusar da liberdade”.

Bruno Reis, da Escola Profissional do Fundão falou dos três D da revolução que ainda falta cumprir no ensino

“Necessitamos de uma escola democrática que aprofunde uma efectiva igualdade de oportunidades independentemente das suas capacidades e potencialidades onde todos os alunos recebam uma educação de qualidade e não se fomentem estereótipos sobre qualquer percurso formativo. Necessitamos de descolonizar uma escola de paradigmas centrados apenas nos resultados e no escrupuloso cumprimento dos currículos em lógicas pedagógicas amordaçadas. Necessitamos de desenvolver projectos pedagógicos ousados que libertem os alunos das tradicionais constrangedoras salas de aulas e os coloquem em realidade com o mundo”.

Uma sessão solene que contou com um momento musical proporcionado pelos alunos da Academia de Música e Dança do Fundão.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2022 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados