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POLÍTICA
FUNDÃO: 25 ABRIL COM ALERTAS, CRÍTICAS E ESPERANÇA
Rádio Cova da Beira
No Fundão, Abril comemora-se também na rua, esta tarde, com uma manifestação em Silvares contra o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos. Uma intenção que é também política, frisou esta manhã o vice presidente da câmara do Fundão na cerimónia comemorativa dos 43 anos do Abril.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro em 25 de Apr de 2017

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“Somos livres para dizer que não aceitaremos o encerramento do balcão da CGD de Silvares, não aceitaremos que um banco público seja gerido com lógicas ou por objectivos privados, porque este banco, se é o interesse público que prossegue e é o Estado que o tutela, é porque afinal esta decisão é também uma opção política”.

Miguel Gavinhos diz que a Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI) falhou “o município do Fundão foi o grande percussor dos territórios de baixa densidade, um instrumento capital para criar um estatuto especial de discriminação positiva sobretudo nos territórios do interior do país, vimos com grande satisfação que a UMVI utilizava como matriz esse mesmo modelo e na grande oportunidade que tinha para se impor fracassou, não percebemos qual é afinal essa missão”.

O tema também não passou em claro à bancada do PSD, com Carlos Jerónimo, cáustico na análise à situação “que culpa têm as populações que Vão ser privadas da acessibilidade ao banco público dos negócios ruinosos e negociatas matreiras, algumas que a justiça se vê em papos de aranha para deitar a mão aos tais verbos de se encher” e citando o poema Vampiros de Zeca Afonso, Carlos Jerónimo estabeleceu as comparações com o presente “hoje vivemos tempos de relativização da ética e da moral, os bandos já não precisam de actuar pela noite calada, actua às claras e sem vergonha e sempre escudados por uma turva que lhes apara os golpes nos diversos patamares de poder esperando receber o quinhão do seu trabalho sujo”.

Da bancada do PS, Ana Leonor dos Santos, exortou a liberdade que hoje muitos movimentos querem trocar pela segurança “Viva Abril de hoje, o primeiro dia das conquistas que devemos manter e das que ainda estão por fazer, viva poder ser homem ou mulher, heterossexual, homossexual ou bissexual, branco, preto, amarelo ou encarnado, crente, agnóstico ou ateu, de esquerda ou de direita, de qualquer esquerda ou qualquer direita que respeite os direitos humanos, poder ser-se o que se seja de forma livre”.

Para Catarina Gavinhos, da bancada da CDU, o melhor de Abril está por chegar “na CDU mantemos a perspectiva e a confiança que o melhor caminho histórico de Abril ainda está para vir, somos nós que temos de mudar o caminho, e por cá já se começou a fazer qualquer coisa”.

Maria do Carmo Nogueira, em substituição do presidente da assembleia municipal optou pela leitura de um texto que quer transformar em livro sobre as vivências antes de 1974.


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