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Quinta, 27 Abr 2017
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POLÍTICA
CMF APROVA CONTAS
Rádio Cova da Beira
Com um saldo líquido positivo de 270 mil euros, a câmara municipal do Fundão aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente ao ano passado. A taxa de execução foi de 85 por cento mas os números apresentados não convenceram António Quelhas, que foi o único a votar contra os documentos.
Por Nuno Miguel em 21 de Apr de 2017
De acordo com o vereador socialista, mais importante que avaliar a execução é a demonstração de resultados “ e a grande conclusão que nós tiramos é que o município não tem capacidade para gerar receitas; ou adequamos o nosso registo à nossa capacidade de gerar receitas ou então vamos continuar com a dívida. Isto é preocupante e tem de nos fazer pensar na estratégia que estamos a seguir. Eu não estrou a dizer com isto que não devemos investir mas sim que temos de rever os investimentos. Se nada for feito rapidamente vamos voltar a estar na mesma situação em que estivemos há alguns anos atrás”.  
António Quelhas mostrou-se ainda muito preocupado com o diferendo que existe entre o município e o sistema “Águas de Lisboa e Vale do Tejo”. O vereador socialista alerta que “há uma diferença entre o valor que nós temos aprovisionado e o valor que eles consideram de dívida. No relatório de contas da empresa até é referido que em finais do ano passado eles interpuseram uma injunção no valor de 17 milhões de euros. Se nós tivermos um enquadramento diferente das provisões o resultado positivo que tivemos passa automaticamente para mais de um milhão de euros de saldo negativo”.
Na resposta o presidente da câmara do Fundão refere que “o valor continuou a ser aprovisionado em termos da dimensão do quadro de facturação. Nós temos cinco milhões de euros apesar de aprovisionarmos pela totalidade e não colocamos todas as acções que o município do Fundão e as outras autarquias tem em relação ao sistema que no seu conjunto, já com os juros incluídos, devem andar pelos 90 milhões de euros. Só o município do Fundão tem acções que andam na ordem dos 35 milhões de euros mas nós não colocamos isso em termos das nossas contas. Só colocamos os créditos que estão a ser reclamados do outro lado”. 
Os documentos tiveram o voto favorável dos vereadores do PSD e a abstenção de José António Domingues, o outro eleito da bancada socialista. Paulo Fernandes sublinha que foi dada continuidade à estratégia de consolidação financeira “onde tivemos uma redução de dívida na ordem dos seis milhões de euros o que é a maior redução deste mandato e foi uma das maiores de sempre. A dívida total ronda os 65 milhões de euros sendo que a de curto prazo também foi reduzida em 304 mil euros, rondando actualmente os dois milhões e 700 mil euros”.

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