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Sábado, 22 Jul 2017
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SOCIEDADE
“UM PROCESSO QUE AINDA NÃO VAI FICAR POR AQUI”
Rádio Cova da Beira
Foi desta forma que o presidente da câmara do Fundão classificou o anúncio, formalizado por carta junto dos clientes, de que a agência de Silvares da Caixa Geral de Depósitos vai encerrar no próximo dia dois de Maio.
Por Nuno Miguel em 21 de Apr de 2017

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Na última reunião pública do executivo, Paulo Fernandes, referiu o conjunto de reuniões já mantidas com a administração do banco e com a sua direcção da região. Inicialmente apontava-se o encerramento da agência e a sua substituição por um terminal automático, depois chegou a ser apresentada a possibilidade de assegurar esse serviço de forma itinerante mas agora, afirma o autarca, há outra hipótese que está em cima da mesa “seria uma espécie de extensão da caixa e em que pode haver um apoio de proximidade com alguma das funcionárias do banco que estão lá actualmente e que tem uma ligação muito forte com a comunidade. Esta é uma linha que deve ter continuidade e onde está em cima da mesa a possibilidade de haver um espaço com um apoio permanente consoante fosse a dinâmica registada. Estou ainda à espera de um novo contacto em relação a este assunto mas acredito que este processo não vai ficar por aqui”.  
O autarca fundanense não poupou ainda nas críticas aos argumentos invocados na carta enviada aos clientes para justificar o encerramento desta agência “acharia que era uma piada de muito mau gosto mas a carta que está a ser enviada para as pessoas onde é referido que no sentido de melhorar o serviço deixa de ser em Silvares e passam a existir deslocações a 30 e 40 quilómetros ao lado mas não há problema nenhum porque o cliente fica a ganhar. Isto, do ponto de vista comunicacional e de decisão, não abona nada a favor de uma das marcas portuguesas de referência como é o caso da caixa”. 
Por parte da bancada do PS foi também manifestada uma ideia de rejeição em relação a este encerramento. No entanto António Quelhas sublinha que “temos que racionalizar bem os nossos argumentos porque não podemos dizer às segundas, terças e quartas que somos pela coesão e à sexta sair a decisão de fechar a agência. As pessoas têm de perceber que há aqui uma incoerência total. Se formos num racional de valor económico admito que estamos logo em perda mas se falarmos daquilo que nos toca que é a coesão do território e demonstrarmos que o encerramento daquela agência vai contribuir para a desertificação da região acho que é um argumento que colhe”.  
Recorde-se que para o próximo dia 25 de Abril está agendada uma manifestação de contestação a este encerramento e também a comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela tomou uma posição conjunta e onde as autarquias admitem rever a relação que mantém com aquela instituição bancária.

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