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Segunda, 11 Dez 2017
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CULTURA
“É SERRANO QUE EU ME SINTO”
Rádio Cova da Beira
Vítor Martins lançou no Fundão o livro “Gardunha – Um pedaço do mundo”. Um tributo aos seus antepassados, pais e avós, que o ensinaram a amar a “a serra de Portugal mais perto do céu”, e um legado que deixa aos seus sucessores. Apesar de ter nascido em Lisboa, o presidente da assembleia municipal do Fundão, sente-se um verdadeiro produto da Gardunha.
Por Paula Brito em 11 de Apr de 2017
 

“A minha mãe era de Castelo Novo, o meu pai era de Alcongosta, o que sou eu senão um produto da Gardunha? E é serrano que eu me sinto, é na Gardunha que me reencontro. Não nasci na Gardunha mas renasço cada vez que venho à Gardunha, não moro na Gardunha, mas é na Gardunha que eu me sinto em casa, e com isto acho que já disse muito.”

Disse muito mas ainda não disse tudo. Com este livro, Vítor Martins quis também evocar as raízes de que tanto se orgulha “uma das coisas que me aflige nos tempos que correm é sentir por vezes o medo que há em assumir as raízes, em assumir a tradição, em assumir a identidade, parece que temos medo dessa ligação a um passado que, todavia, é o alicerce mais importante que temos em qualquer comunidade, e eu quis dar esse testemunho que eu sinto as minhas raízes com orgulho e acho que elas devem ser sempre valorizadas”.

O livro, com prefácio de Laborinho Lúcio, é “um acto de amor pela Gardunha”, frisou o responsável pela Gradiva, Vítor Patinha, que editou a obra que fala da Gardunha nas suas várias vertentes: da paisagem, dos recursos naturais, do património cultural e histórico, das tradições e do povo que “é o verdadeiro herói da Gardunha” pese embora Vítor Martins falar de outras personalidades da história de Portugal como D. Jorge da Costa, João Franco, Francisco Cunha Leal ou Rolão Preto, “outros heróis desta geografia beirã que o livro enaltece”, frisou Diamantino Marques que elogiou não só o conteúdo mas também a forma “é uma excelente obra, que tem um trabalho ciclópico de recolha, tem método na sua apresentação e tem uma sistematização muito interessante que permite, a partir de uma ideia de síntese, proporcionar a outras pessoas que queiram aprofundar mais aquilo que se diz, porque tem aqui um bom roteiro”.

Paulo Fernandes agradeceu a Vítor Martins a obra que vai ajudar a promover a Gardunha. Uma serra que é também um elo de união “junta os pedaços do nosso concelho, junto os pedaços da nossa Beira Baixa e junta os pedaços até de coisas mais construtivas do ponto de vista político administrativo como é a Beira Interior, ou até outras como a relação raiana, a relação litoral/interior, a Gardunha junta mesmo os pedaços, a Gardunha é mesmo aquilo que nos une”.

Uma obra que valorizada também pelas fotografias de Ana Valente Ribeiro dos mais variados aspectos da Gardunha que segundo o autor “fica no centro de Portugal, a serra mais perto do céu”.  


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