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Segunda, 21 Set 2020
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SOCIEDADE
ADEGA DO FUNDÃO: DOIS CANDIDATOS NA CORRIDA ELEITORAL
Rádio Cova da Beira
Albertino Nunes e António Madalena são candidatos à presidência da direcção da Adega Cooperativa do Fundão. O acto eleitoral está marcado para sexta-feira, 31 de Março.
Por Paulo Pinheiro em 28 de Mar de 2017

No passado recente, é a primeira vez que a liderança da cooperativa é disputada por dois candidatos. A situação inédita é saudada por ambos, que desta forma sublinham “a vitalidade da cooperativa”.O presidente da direcção, Albertino Nunes, recandidata-se ao cargo e António Madalena, que durante 22 anos foi técnico da adega, decidiu também avançar.A lista A integra no elenco directivo a actual equipa: Albertino Nunes, José Ramalho e Emídio Veríssimo; Carlos Casteleiro Alves é candidato á presidência da Assembleia Geral e Adelino Salvado ao Conselho Fiscal.A Lista B, para a direcção, com António Madalena vão António Anjeja e José Carvalho. A Fundação ADFP (Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional - IPSS), de Mirando Corvo, à presidência da Assembleia Geral e Álvaro Carlos ao Conselho Fiscal.


António Madalena avança depois do presidente da direcção ter publicamente afirmado não recandidatar-se ao cargo e ter assumido o compromisso, na última assembleia geral, de apresentar uma lista aos órgãos sociais da cooperativa. À RCB, o candidato assume também que integra uma equipa que pretende dar algo de novo à instituição“Há também uma nova visão, mas o sentido é de conciliar. A nossa estratégia passa por dar continuidade aos trabalhos feitos e ter uma abordagem positiva na forma de gerir a cooperativa para assim aumentarmos o número de sócios e de quilos de uva entregues”.O candidato à presidência da direcção da lista B assume como objectivo principal “conseguir valorizar melhor as uvas aos sócios sem destabilizar a situação económica nem a tesouraria da adega. Vamos tentar, de uma forma profissional, dar um contributo para valorizar a cooperativa através de uma melhor comunicação e marketing, uma melhor estratégia comercial”, explica.


António Anjeja, actual presidente da assembleia geral, integra a lista B, e diz ter sido frontal na abordagem do problema com o elenco directivo que dirige os destinos da adega“Não vou aparecer numa lista que não queira continuar, seria ridículo”, disse à RCB depois de ter ouvido o Albertino Nunes afirmar que não se recandidatava. “De um lado (A) está uma lista com pessoas que estão no mesmo cargo e isso vicia as coisas. Do outro (B) está uma lista ambiciosa com gente que percebe muito de gestão de empresas”


Albertino Nunes confirma que a sua intenção era não avançar mas os elementos que com ele compõem a actual direcção exerceram grande pressão para que concluísse o último projecto de modernização da adega que está na recta final“Os meus colegas pressionaram-me tanto que não pude dizer que não. Em causa está também o projecto PRODER, de cerca de 300 mil euros, que candidatámos em 2011 para 2012, para adquirirmos novo equipamento. Está quase concluído e conseguimos, depois de negociarmos todos os orçamentos, ficar com mais de 20 mil euros sobrantes, onde podemos ainda ir buscar 40% desse valor. Gostaria muito de finalizar este projecto”, afirma.

Para o actual presidente, “há muita gente que pensa que gerir a adega é uma tarefa fácil, longe disso. Existem pessoas, que já tiveram responsabilidades, que deviam pensar duas vezes antes de meterem em determinados caminhos. Milagres ninguém os consegue fazer. Estamos a fazer uma gestão muito rigorosa. A cooperativa tem de incobráveis mais de 300 mil euros e tem uma dívida de há vários anos que andamos a liquidar, que já vem de outra direcção. Não devemos mais nada. Queremos continuar a trabalhar em prol dos sócios e do vinho que produzimos”, destaca Albertino Nunes. 


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