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Segunda, 17 Dez 2018
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SOCIEDADE
CAMINHEIROS DA GARDUNHA ASSINALAM 20 ANOS
Rádio Cova da Beira
A Gardunha como ‚Äúgin√°sio ao ar livre‚ÄĚ e os seus caminheiros como ‚Äúguardadores‚ÄĚ da paisagem ou ‚Äúelementos de preserva√ß√£o‚ÄĚ do patrim√≥nio natural e edificado. Assim s√£o observados os Caminheiros da Gardunha. O grupo de interesse pela natureza fundado em 1976 e oficialmente constitu√≠do como associa√ß√£o h√°, exatamente, 20 anos.
Por Dulce Gabriel em 07 de Mar de 2017
 

As duas décadas de experiências, dinâmicas e desafios à volta da serra da Gardunha estão a ser assinaladas pelos Caminheiros da Gardunha que no dia 4 de março iniciaram um ciclo de palestras temáticas dedicadas à paisagem natural da serra da Gardunha.

O primeiro encontro aconteceu no Natura Glamping em Alcongosta e sentou à mesma mesa o fundador dos Caminheiros e primeiro presidente da coletividade (Álvaro Roxo Vaz), o sócio número um (Joaquim Neves), um antigo presidente da direção (José Brito), o atual responsável do grupo (David Caetano) e o presidente da Câmara Municipal do Fundão (CMF) - Paulo Fernandes.

Durante hora e meia falou-se da Gardunha de outrora, de quão abandonada estava em termos turísticos e da atualidade.

Hoje em dia a Gardunha quase rivaliza com a Estrela mas como “caminhando se faz caminheiro”, os Caminheiros da Gardunha pretendem continuar a zelar pelo património natural e histórico da serra. É nesse contexto que os responsáveis pela coletividade trabalham na marcação de novas Rotas, como é o caso do antigo caminho da romaria que levava as pessoas à Senhora da Penha na encosta sul de Castelo Novo. “A própria Gardunha Sacra, no seu todo, irá resultar num novo percurso que contorna toda a serra da Gardunha e que poderá ser realizado de forma autónoma, tendo sinalética própria, diferente da que é usada nos atuais percursos pedestres”, explicou David Caetano.

À tertúlia, a que compareceram dezenas de associados, juntou-se a preocupação quanto ao aumento de pomares de cerejeira, encosta acima. Uma realidade que não deixa indiferente o presidente da CMF. O autarca lembra que a paisagem protegida da Gardunha é um garante da harmonia paisagística e que o Município “tem dado muitos pareceres negativos” às solicitações de plantação de cerejais nas cotas mais elevadas da serra.

Observando os “dois quadros de tensão” na Gardunha, Paulo Fernandes lembrou a relação nem sempre harmoniosa entre “floresta e pastorícia e pomares versus património simbólico natural”.

O encontro, que foi a visão partilhada da memória e do que os Caminheiros desejam para a Gardunha, permitiu regressar às lembrança das Jornadas de Discussão da Serra, à integração da Gardunha na Rede Natura 2000, à planta endémica Asfhodelus Bento Rainha ou aos Encontros Nacionais de Caminheiros que “ajudaram a afirmar a Gardunha como cartaz turístico”.


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