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Segunda, 18 Dez 2017
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POLÍTICA
“ALERTAS, VIGILANTES E RESPONSÁVEIS”
Rádio Cova da Beira
É a postura defendida pelo adjunto do presidente da Câmara Municipal da Covilhã em relação ao processo do pedido da empresa PANN, Consultores de Geociência, que solicitou a atribuição do contrato de concessão de exploração de depósitos minerais na zona denominada "Mina da Argemela", que abrange as freguesias de Silvares, Lavacolhos (Fundão) e Barco e Coutada (Covilhã).
Por Paulo Pinheiro em 28 de Feb de 2017

Hélio Fazendeiro, que falava no debate sobre o tema promovido pelos eleitos na assembleia de Freguesia de Silvares, no sábado, no auditório da sede da junta daquela freguesia do concelho do Fundão, informou que no final de 2016 representantes da empresa deslocaram-se à Covilhã a fim de apresentarem os seus objectivos e informar que é uma unidade empresarial de capitais portugueses, com conhecimentos e experiência no sector da extracção mineira e com grandes expectativas em relação ao processo da “Mina da Argemela”. De acordo com o adjunto do Presidente da CMC, após audição pública empresa pretendia alargar a prospecção “que permita avaliar se economicamente é viável”, frisou.

Hélio Fazendeiro garante que a câmara covilhanense levantou um conjunto de questões e preocupações à empresa sendo a principal prioridade “garantir e salvaguardar os superiores interesses do concelho, ou seja, a população e o património”.

Para o adjunto do presidente da edilidade, que saudou a iniciativa dos eleitos do PS na Assembleia de Freguesia de Silvares, cumprindo desta forma um dos desígnios dos partidos de estar ao lado das populações e suscitar a reflexão, todos devem estar alertas, vigilantes mas também responsáveis

“Devemos estar alertas e não deixar que nos apanhem de surpresa com este género de assuntos.  Vigilantes para perceber o que está a acontecer, o que se passa nos nossos territórios, e com sentido de responsabilidade, que é absolutamente decisivo”, disse.

Para reforçar a ideia da responsabilidade, aquele responsável avançou com uma possibilidade

“Suponhamos que o castro, existente naquela zona, é motivo de impedimento do avanço da exploração mineira nesta zona. Rejeitamos uma actividade económica que nos dá emprego, desenvolvimento e riqueza, que é o principal problema dos nossos territórios porque vamos preservar um determinado património natural histórico e cultural, mas depois não o exploramos nemo aproveitamos”.  A reflexão deixada por Hélio Fazendeiro num debate onde também participaram os eleitos dos PS na Assembleia de Freguesia de Silvares, os presidentes das concelhias do Fundão do PS e PSD, os presidentes das juntas de freguesia de Silvares, Lavacolhos e da União de Freguesias do Barco e Coutada, uma geóloga, docente no Instituto Politécnico da Guarda (IPG). Apesar de convidado, o presidente da câmara municipal do Fundão não esteve presente nem se fez representar. Também a empresa “PANNN” recebeu um convite para participar mas nem esteve presente nem respondeu por escrito às várias perguntas formuladas pelos eleitos socialistas da Assembleia de Freguesia silvarense.

Das muitas preocupações e reflexões que oradores e população deixaram no debate (assunto que merecerá desenvolvimento), “vai ser elaborado um documento que não toma uma posição, porque não era esse o objectivo do debate, e que está aberto aos contributos de todos, nomeadamente das juntas de freguesia”, esclareceu Joana Bento, líder da bancada socialista na AF de Silvares.

A redacção final vai ser enviada para a Direcção Geral de Energia e Geologia.


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