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Segunda, 18 Dez 2017
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SOCIEDADE
VESTUÁRIO E LANIFÍCIOS: SINDICATOS FIXAM 600€ COMO BASE MINIMA DE NEGOCIAÇÃO
Rádio Cova da Beira
Mais de 90% dos trabalhadores do vestuário e mais de 80% dos trabalhadores dos lanifícios recebem o salário mínimo nacional. Uma tendência que os sindicatos querem alterar no processo de negociação colectiva. Na conferência de imprensa sobre o tema, promovida pelo sindicato dos trabalhadores do sector têxtil da Beira Baixa, Luís Garra disse que “os trabalhadores do vestuário e dos lanifícios não podem ser tratados como pobres quando o sector não o é”.
Por Paula Brito em 27 de Feb de 2017
Daí que a base de negociação salarial dos sindicatos fixe o salário mínimo nacional (SMN) no sector a partir dos 600 euros “porque temos a plena consciência de que, com a política de evolução do SMN que se tem vindo a verifica há dois anos consecutivos e com a perspectiva da fixação do SMN em 600 euros em Janeiro de 2019, é fundamental que estes sectores saiam deste âmbito do SMN, não podemos tratar os trabalhadores deste sector como trabalhadores do SMN”.

A proposta é a mesma para o sector do vestuário e dos lanifícios, mas neste último sector em causa estão também outras cláusulas propostas pelas associações patronais com as quais os sindicatos não concordam “querem por os trabalhadores a trabalhar 13 sábados por ano, troca por troca, ou seja, deixar de ser considerado trabalho suplementar para trabalharem 13 sábados e descansarem um outro dia qualquer, querem acabar com os três dias de majoração de férias, querem roubar o feriado de carnaval e o feriado municipal, querem limitar o tempo de despensa para os dadores de sangue e propõe aumentos de quase zero nos salários”.

Para além dos 600 euros de salário mínimo no sector, a proposta dos sindicatos é de um aumento de 2,35 euros para 3 euros no subsídio de alimentação, a reposição do pagamento do trabalho suplementar em 50% na primeira hora, 75% na segunda e 100% nas restantes e a revisão das categorias profissionais. Se as negociações não chegarem a uma base de entendimento, a greve geral no sector não está posta de lado “se as negociações entrarem num processo de bloqueio ou de intransigência patronal, é quase inevitável que o STBB, prefere fazê-lo em conjunto com os outros sindicatos do país mas não exclui a possibilidade de o fazer sozinho, de convocar uma ou mais acções de luta e em último recurso termos que fazer uma greve geral dos trabalhadores dos lanifícios e confecções”.

O cenário de greve não está afastado, nacional ou local, tudo depende das negociações que estão a decorrer e que continuam no próximo mês de Março nos dois sectores que têm um peso no distrito de Castelo Branco de cerca de 3 mil trabalhadores no caso das confecções e vestuário e dois mil no caso dos lanifícios.


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