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Domingo, 17 Dez 2017
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POLÍTICA
“VAMOS SER CAUTELOSOS”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara do Fundão garante que o município vai seguir uma postura de defesa dos interesses das populações em relação ao pedido da empresa “PANNN”, consultores de geociência, que solicitou a atribuição do contrato de concessão de exploração de depósitos minerais na denominada “Mina da Argemela”, situada nas freguesias de Lavacolhos e Silvares.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2017

Na última reunião da assembleia municipal, onde a questão foi levantada pelo autarca de Lavacolhos, Paulo Fernandes referiu que a postura do executivo “vai ser cautelosa uma vez que aquela zona está classificada como mineira e seria absurdo dizer que essa exploração não pode ali ser feita. No entanto queremos ter uma consciência dos elementos que faltam, e até que nos sejam apresentados não podemos ter um posicionamento claro, e também quando decorrer o processo de avaliação ambiental nós lá estaremos para defender os interesses da nossa população”.

 

O autarca fundanense refere que a zona referenciada está identificada no PDM como área de exploração mineira mas não pode passar à margem do processo de classificação do castro da argemela, que está em curso, e ainda do facto de parte dos terrenos se encontrarem em reserva ecológica nacional. Paulo Fernandes já procurou obter esclarecimentos junto da empresa e apresentou à assembleia as intenções de investimento para o local “o que vai ser explorado é lítio e estanho; sobretudo o lítio aqui tem uma importância estratégica muito importante. Estamos a falar de um investimento que pode chegar aos 35 milhões de euros e cerca de 120 postos de trabalho nos próximos dez anos”.

 

O presidente da câmara do Fundão sublinha que “não nos foi enviado nenhum documento extra” em relação ao pedido agora formulado “nem o plano de lavra da mina nem o plano de viabilidade económico-financeira nem outras questões associados, nomeadamente projectos do que possam ser armazéns ou infraestruturas que seja necessário ali colocar. Nada disso temos. E não temos porque nada está feito. Eu perguntei directamente à empresa, até para ter um posicionamento cabal, e a resposta que tive é que essas componentes só surgem da sequência da declaração de impacto ambiental”.


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