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Segunda, 20 Ago 2018
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CULTURA
“CENÁRIO INTERIOR" RETRATA TEMPOS CONTEMPORÂNEOS
Rádio Cova da Beira
Num período em que a igualdade de género é tema recorrente, a mais recente peça da ASTA e do TeatrUBI, que estreou no Teatro Municipal da Covilhã, aborda o assunto de forma cativante e alargada.
Por Paulo Pinheiro em 25 de Feb de 2017

Um conjunto de novos talentos subiu ao palco do Teatro Municipal da Covilhã para dar corpo à mais recente peça da ASTA. Rui Pires e Sérgio Novo, responsáveis pela criação e direção, arriscaram muito ao abraçarem dois desafios, um conjunto de novos atores e um tema fraturante.

A aposta é ganha pela resposta positiva de meia dúzia de novos rostos que dão vida a diferentes personagens. Todas elas, num cenário muito intimista, desenvolvem as suas visões sobre o papel da mulher e do homem na sociedade, e os estereótipos que ainda hoje estão implícitos. Os responsáveis dizem logo na abertura que “vivemos numa era, num mundo, onde supostamente nascemos todos iguais, mas a verdade… a verdade é que as coisas não se processam bem assim”.

O mote está dado para que durante pouco mais de meia hora se possa escutar a opinião do empresário que não tem mulheres no conselho de administração, ou da velha senhora que recrimina todas as outras mulheres por serem isso mesmo, mulheres. Contudo, o cuidado na interpretação, de Cátia Moura, Célia da Silva, Edmilson Santos, João Maria Taborda, José Moita e Mara Andrade confere um cunho singular a esta obra. Não é apenas a exploração de mais um tema controverso, como é o da igualdade de género, que faz viver a peça ou apela o espectador. É a performance e a entrega de quem a corporiza.

 

 

 

 

c/ EF 


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