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Quinta, 25 Mai 2017
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POLÍTICA
OBRA VAI SER LIQUIDADA
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã vai ter de pagar 32 mil euros à empresa “Electricidade e Telecomunicações” referentes à empreitada de construção das escadinhas de Santo André. Uma intervenção que fez parte do programa “Polis” daquela cidade que foi concluída em 2008.
Por Nuno Miguel em 08 de Feb de 2017

Inicialmente a empreitada foi adjudicada à empresa “Certar”, que entretanto entrou em processo de falência, acabando por ser outra empresa a realizar a obra. De acordo com o vereador da CDU, José Pinto, esta situação é reveladora da incompetência do anterior executivo “infelizmente é uma dívida que tem quase dez anos, ainda do programa «Polis» e foi agora proposto um entendimento por parte da câmara. Do nosso ponto de vista isto aconteceu por incompetência na resolução deste problema por parte da anterior câmara. Não sendo um valor significativo não deixa de revelar essa mesma incompetência”.

Já a bancada do movimento “Acreditar Covilhã” não poupou nas críticas à forma de pagamento encontrada pela autarquia para ultrapassar este diferendo. Nuno Reis afirma que a factura só vai ser liquidada no próximo mandato, o que revela que é um mito o trabalho de saneamento financeiro que o actual executivo tem vindo a anunciar “o acordo que está aqui a ser proposto coloca o pagamento desta despesa apenas em Outubro de 2017. Nós questionámos o presidente dos motivos para isto acontecer e a resposta é que apenas a partir dessa data consegue conceber o pagamento desta despesa. Se há sinais que são preocupantes, este é um deles e é a prova provada do que temos vindo a dizer; a situação financeira da autarquia é uma calamidade e o que o PS tem apregoado durante este mandato que a única coisa que fez foi o saneamento financeiro é falso".

Críticas que o presidente da câmara da Covilhã rejeita. De acordo com Vítor Pereira este foi mais um nó herdado do passado que o actual executivo teve de desatar “é um problema de natureza administrativa; devia ter sido feita a retenção daquela quantia, isso não aconteceu e o processo desenrolou-se. A empresa reivindicou o pagamento da quantia que achava que lhe era devida, os nossos serviços jurídicos dizem-nos que essa pretensão é legítima e é mais um nó que tivemos que desatar e fizemos agora um acordo judicial para pagar esta quantia em prestações”.

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