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Domingo, 26 Mar 2017
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POLÍTICA
SANTOS SILVA FEZ BEM EM SUSPENDER O MANDATO
Rádio Cova da Beira
José Armando Serra dos Reis considera que Santos Silva fez bem em pedir a suspensão de mandato, que a comissão política do PS funcionou minimamente e que, apesar de defender um entendimento à esquerda permanente, Vítor Pereira soube gerir as diferentes maiorias ao longo do mandato. A avaliação do actual presidente da mesa da assembleia municipal em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB.
Por Paula Brito em 03 de Feb de 2017
 

Promotor do primeiro encontro entre PS e CDU, que não passou disso mesmo, José Armando Serra dos Reis sempre foi defensor de um entendimento à esquerda, consolidado, sistematizado, que desse ao mandato maior estabilidade:

“O Sr. presidente optou por ir gerindo as necessidades de apoio, participação e envolvimento dos vereadores, desta forma não estabilizada e sistematizada para o mandato, mas pontualmente, fê-lo bem, pelo menos está a resultar, desde que não tenhamos dificuldades em aprovar os documentos necessários, dou-lhe os parabéns e espero que termine com sucesso o mandato e que tenha muito êxito na forma como vai conduzir as equipas futuras”.

Para José Armando Serra dos Reis, a comissão política concelhia do PS deveria ter tido um papel mais activo ao longo do mandato para suprir a falta do quarto vereador no executivo socialista “Eu disse ao tempo que a comissão política tinha que ter um trabalho activo, atendendo ao facto de não termos tido o quarto vereador, também foi variando a presidência da comissão política entre um camarada e outro, o que tem funcionado minimamente, não com a exemplaridade que se exigia, porque eu penso que poderia ter sido feito mais trabalho”.       

Desde que abandonou a presidência da concelhia, e apesar de ter assento, por inerência, na comissão política, José Armando Serra dos Reis optou por não participar nas reuniões do partido para não ser mal interpretado. Quanto à suspensão de mandato de Santos Silva, que substitui até ao final do mandato, o autarca entende que foi um boa decisão “Não é preciso haver factos graves, porque a moralidade e exemplaridade na política, o modo como nós temos que não só ser mas também parecer totalmente íntegros, dedicados, e qualquer coisa que detectemos que é menos moral, alguma forma de ilegalidade ou de prejuízo para o bem público, sempre que qualquer político detecte isso é muito honroso que peça a demissão”.


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