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Quarta, 28 Jun 2017
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POLÍTICA
TÊXTIL CONSEGUIU “DAR A VOLTA”
Rádio Cova da Beira
Secretário de estado do emprego diz que o têxtil tem sido um sector estratégico para alavancar o desenvolvimento do país e para o aumento da empregabilidade. Numa visita que realizou a várias empresas da região e ao centro de formação do sector, Miguel Cabrita apontou o têxtil como um dos melhores exemplos de sectores que se souberam reinventar.
Por Paula Brito em 03 de Feb de 2017
 

 “O têxtil é um exemplo excelente, talvez um dos melhores que temos, de sectores que muitos davam como perdidos, por estarem muito associados a uma imagem de mão de obra intensiva e de um sector muito tradicional, sem hipótese de competir com outras zonas do globo, mas que felizmente conseguiu dar a volta. Foi um processo com muitos custos, em que se perderem muitos empregos, mas também se criaram novos empregos, mas acima de tudo foi um sector que conseguiu requalificar-se e reinventar-se”.

Hoje é um dos sector estratégico na criação de emprego, “nas áreas industriais o têxtil é claramente um sector estratégico, porque é um sector onde temos muita capacidade instalada, em que temos parceiros públicos e privados empenhados em fazer o sector funcionar, formação profissional da melhor que existe no país, e câmaras municipais como a do Fundão, que têm sabido compreender que a actividade económica é fundamental para relançar esta região”.

A Twintex, sediada no Fundão, é uma das empresas que melhor exemplifica a volta que o sector têxtil conseguiu dar nos últimos anos. Durante a visita do secretário de estado do emprego, que ficou “surpreendido” com a Twintex, foi assinado um protocolo que vai permitir continuar a dar formação a desempregados que a empresa transforma em trabalhadores “neste momento já fizemos três turmas, de 30 pessoas, dessas 90 nós contratámos 84 pessoas e estamos a lançar a próxima turma, que no mês que vem entra em funcionamento e com a qual esperamos tem um alto índice de formação, isto é, contratar a pessoa no fim”, explica Bruno Mineiro, director da Twintex, a empresa que detém três fábricas na região – Fundão, Vales do Rio e Paúl – e emprega cerca de 500 trabalhadores.   

A formação tem sido um crucial para o sector. Segundo a directora do Modatex, o centro de formação profissional da indústria têxtil formou, no ano passado, 15 mil pessoas em todo o país, 2.500 das quais da região, de Viseu a Castelo Branco. Segundo Sónia Pinto, a taxa de empregabilidade dos formandos é de 75% “a empregabilidade é expectável a 100%, só não fica quem desiste ou arranja outro projecto de vida, temos as empresas sempre à porta à espera que eles acabem a sua formação, e isso é um dos nossos maiores orgulhos, nós à saída da formação estamos com uma taxa de empregabilidade de 75% a nível nacional”.


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