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Rádio Cova da Beira
A câmara municipal do Fundão está interessada em adquirir o edifício da antiga empresa “Cartel”. A iniciativa pretende disponibilizar novos espaços para a instalação de empresas no concelho sendo que a recuperação do edifício está integrada na primeira fase do plano estratégico de desenvolvimento urbano, cujo contrato foi apresentado na última reunião pública do executivo.
Por Nuno Miguel em 02 de Feb de 2017

De acordo com Paulo Fernandes “nós temos um projecto chapéu que chamámos de «design factory», que na prática está assente na refuncionalização de alguns edifícios que possam ser estar disponíveis para a atracção de actividade económica e onde empresas se possam instalar e desenvolver. No caso da «Cartel», quando começou o projecto naquela zona que foi iniciado com o edifício na antiga «Eres», sempre pensámos sempre no conjunto. Nós vamos agora desenvolver um processo de negociação porque se trata de um edifício que não é do município”.

O plano estratégico de desenvolvimento urbano do Fundão está dividido em dias fases; a primeira tem uma dotação financeira de cinco milhões de euros e deve estar concluída até final de 2019. O montante mais elevado vai para a requalificação do cine teatro Gardunha “que são cerca de dois milhões e meio de euros; está também prevista a recuperação do antigo colégio de Santo António, na rua da Cale, com 750 mil euros. No edifício da «Cartel» temos definido um montante de 550 mil euros, e a ainda toda a requalificação da área entre o largo das oito bicas e o calvário”.

A realização de obras de requalificação do edifício dos paços do concelho, das ciclovias e do parque junto à escola secundária são outras das intervenções previstas na primeira fase. Já em relação à segunda etapa do Pedu, que vai ser desenvolvida entre 2020 e 2021, a dotação financeira é de quatro milhões de euros e o montante mais elevado vai para a construção do novo terminal rodo-ferroviário “no qual o valor do investimento é de um milhão de euros; depois disso temos previsto um montante de 800 mil euros para a reabilitação do chamado hospital velho, temos também a reabilitação de edifícios de antigas pensões e comércios para residências de estudantes e para profissionais em que também está previsto um investimento de 800 mil euros” 

O financiamento de todas estas intervenções tem uma comparticipação comunitária de 85 por cento e Paulo Fernandes admite recorrer à contracção de empréstimos de curto prazo que assegurem capacidade de tesouraria para fazer face a estes investimentos “eu não posso dizer que isso não vai acontecer; imagine-se que há atrasos nos financiamentos e em que determinadas obras estão a ser executadas. Se houver esses atrasos, nós temos de pagar a 90 dias, e do ponto de vista da gestão financeira das instituições temos de estar preparados para reforçar a componente de tesouraria para executar nos primeiros três anos um investimento de cinco milhões de euros”.  

A requalificação da zona envolvente ao mercado, da Avenida da Liberdade e a transformação da antiga estação rodoviária num novo espaço verde são outras das intervenções previstas na segunda fase deste plano, cujo contrato foi aprovado por unanimidade na última reunião pública do executivo.

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