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Segunda, 13 Jul 2020
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SOCIEDADE
JF ENTREGA PRÉMIOS DE JORNALISMO “ANTÓNIO PAULOURO”
Rádio Cova da Beira
A grande reportagem “Tejo, Rio Perdido”, que Jorge Almeida assinou para a RTP, e “Morrer de Velho” que Nuno Guedes fez para a TSF, foram as vencedoras dos prémios António Paulouro entregues pelo Jornal do Fundão (JF), no dia em que o semanário regional completou 71 anos de vida.
Por Paula Brito em 28 de Jan de 2017

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A reportagem sobre o maior rio da Península Ibérica e todos os problemas que lhe estão associados conquistou o júri. “Tejo, rio perdido”, assinada por Jorge Almeida deu ao jornalista o novo prémio da sua carreira de 25 anos, os últimos 20 na RTP, a trabalhar em grande reportagem. “Tejo, Rio Perdido”, é um trabalho que traz à tona os problemas de um rio peninsular que começam próximo da nascente “assim que o rio nasce, passados pouco quilómetros, é feito um transvase, chamado transvase de Segura, que desvia 80% da água do Tejo para os campos de Andaluzia, o que provoca que no resto do seu percurso não tenha o caudal desejável, estamos a falar na quantidade, mas há outro problema que é a qualidade da água e que não é a melhor”.

Para além dos problemas de quantidade e qualidade da água há outros que são denunciados na reportagem, sendo que o que está na ordem do dia é a central de Almaraz cujos reactores são arrefecidos nas águas do rio Tejo “uma central que já deveria ter terminado o seu tempo de vida em 2010, o governo espanhol decidiu prolongar a sua actividade por mais 10 anos, agora fala-se na construção de um aterro para resíduos nucleares, acho que é uma questão preocupante não só para quem reside em Espanha como também para nós, porque a central está a 100 quilómetros da fronteira e todos nós sabemos quais são as consequências de um acidente nuclear”.

“Morrer de velho” foi outra das reportagens vencedoras da edição deste ano dos prémios de jornalismo António Paulouro. Um trabalho de Nuno Guedes que mostra o dia-a-dia das pessoas mais velhas partindo de dados estatísticos que impressionaram o jornalista da TSF, sobretudo quando comparados com outros países “o que mais me impressionou foi quando comparamos os dados portugueses da felicidade, qualidade de vida e saúde das pessoas mais velhas, os dados portugueses são muito mais baixos, o que nos mostra que há muitos portugueses a morrer de velhos no sentido em que estão a morrer com uma baixa qualidade de vida nos seus últimos anos de vida”.

O Prémio Ensino Superior foi para Rita Neves Costa e Raquel Bastos da Universidade do Porto com a reportagem “Bairro do Aleixo: entre o querer ficar o querer partir” que por motivos profissionais não puderam estar presentes na cerimónia.     


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