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Quinta, 27 Fev 2020
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SOCIEDADE
UBI INAUGURA BIOBANCO
Rádio Cova da Beira
A estrutura, que representou um investimento próximo dos 250 mil euros, pretende afirmar-se como um repositório de amostras humanas e de ambiente e que pode contribuir para o desenvolvimento de novos projectos de investigação na área da saúde.
Por Nuno Miguel em 26 de Jan de 2017

Um equipamento que de acordo com o reitor da UBI, António Fidalgo, é uma mais valia para a região “trata-se de uma infraestrutura muito importante ao nível da investigação médica e da saúde pública; estamos a fazer este investimento com o objectivo de estarmos capacitados para recolher amostras vindas de todo o mundo, de todas as áreas da vida humana e do ambiente e que podem ser analisadas amanhã ou daqui por 100 anos. Acredito que este biobanco é um benefício enorme para a região”.  

A equipa do biobanco é composta pelos docentes e investigadores Ignácio Verde, Lurdes Monteiro, Adriana Santos e Maria João Lima, sendo que a estrutura está preparada para armazenar as amostras em criopreservação, dentro dos padrões definidos a nível europeu.

Lurdes Monteiro refere que esta estrutura “é a memória de uma população, dos seus constituintes biológicos e também do ambiente. Para dar um exemplo, nós hoje sabemos que a gripe espanhola foi do tipo H1N1 porque havia estes repositórios que permitiram perceber qual foi a evolução do vírus da gripe. Por isso a sua função permite estudar o actual e também dá a conhecer às gerações futuras aquilo que foi o passado da população”.

Depois de concretizada a inauguração, o grande desafio que agora se coloca diz respeito à sua certificação por forma a poder integrar as redes europeias que já estão em funcionamento “para se poder ter um biobanco nós temos de obedecer a regras muito rigorosas de confidencialidade, e por isso existe um sistema de grande segurança na entrada, e de ética para com os dadores porque eles são os únicos proprietários das amostras e se decidirem que ela seja destruída nós temos de ter capacidade para o fazer. Por outro lado a certificação ao nível da qualidade é também determinante para poder entrar nas redes europeias”.

Também presente na cerimónia de inauguração o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, considera que este projecto é mais um sinal da afirmação que a faculdade de ciências da saúde tem vindo a evidenciar “não há muitos anos olhávamos para um biobanco como este como sendo algo no domínio da ficção científica e a verdade é que ele hoje é uma realidade objectiva a benefício da investigação direccionada para a preservação da vida e do ambiente. Temos aqui um verdadeiro armazém de vida”.


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