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Domingo, 26 Mar 2017
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POLÍTICA
LUTA CONTRA A PRECARIEDADE VAI CONTINUAR
Rádio Cova da Beira
Há 1,2 milhões de trabalhadores com vínculo precário em Portugal que, em média, recebem menos 30% do salário. Entre Outubro de 2013 e Junho de 2015, 84% dos contratos de trabalho celebrados foram precários e entre 2010 e 2014 a desvalorização dos rendimentos dos trabalhadores foi de 16,5%, sendo que a percentagem duplica se falarmos de trabalhadores da função pública.
Por Paula Brito em 22 de Jan de 2017
Os dados foram apresentados por Tiago Cunha, do gabinete de estudos da CGTP na conferência distrital contra a precariedade, promovida pela União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, na Covilhã.

Os dados revelam ainda que 42% dos trabalhadores caiu no desemprego devido ao fim do trabalho não permanente o que leva aquele responsável a concluir que a precariedade é a ante câmara do desemprego.  

Uma precariedade que continua em causa com o recente acordo sobre o Salário Mínimo Nacional, que Luís Garra classificou de perverso

“O acordo sobre o salário mínimo nacional é perverso não apenas por aquilo que está mais em voga que é a TSU mas por tudo o que está por detrás dele. O que o Governo do PS fez com a UGT e as Confederações Patronais foi assumir o compromisso da redução da TSU mas ao mesmo tempo comprometer-se que não mexeria nas leis laborais”, defendeu.

O coordenador da União dos Sindicatos entende que a geringonça ainda não entrou no ministério do trabalho, e como cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, as bandeiras estão prontas para ir para a rua

“Nós aqui no distrito de Castelo Branco, à cautela, não arrumamos as bandeiras nas arcas e não as metemos na naftalina. Temos as bandeiras no mesmo sítio onde sempre estiveram prontas a serem usadas e para saírem à rua sempre que seja necessário. E não se diga que estamos a pressionar o Governo e a por em causa uma solução governativa que nós apoiamos. O que estamos a dizer é que esta pressão é que pode vir a salvar esta solução de Governo”.

Além do debate suscitado esta tarde na conferência distrital sobre o tema, a União dos Sindicatos decidiu também levar o combate contra a precariedade para a rua no próximo mês de Março

“O direccionamento de acção para os locais de trabalho é uma condição, mas temos que fazer mais. Queria anunciar que a direcção da União de Sindicatos de Castelo Branco tomou a decisão de, integrando o roteiro contra a precariedade que a CGTP vai realizar no mês de Março, promover uma marcha distrital contra a precariedade. Uma acção direccionada para a rua e para os locais de trabalho. Por isso, a luta contra a precariedade e por uma vida digna vai continuar”, garante o coordenador da USCB.

A revogação de normas gravosas do código de trabalho, o aumento geral dos salários, a redução progressiva do tempo de trabalho a 35 horas e a efectivação dos direitos consagrados na Constituição foram alguns dos caminhos apontados nesta conferência realizada no âmbito da campanha nacional contra a precariedade.


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