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Quarta, 23 Ago 2017
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POL√ćTICA
LUTA CONTRA A PRECARIEDADE VAI CONTINUAR
Rádio Cova da Beira
H√° 1,2 milh√Ķes de trabalhadores com v√≠nculo prec√°rio em Portugal que, em m√©dia, recebem menos 30% do sal√°rio. Entre Outubro de 2013 e Junho de 2015, 84% dos contratos de trabalho celebrados foram prec√°rios e entre 2010 e 2014 a desvaloriza√ß√£o dos rendimentos dos trabalhadores foi de 16,5%, sendo que a percentagem duplica se falarmos de trabalhadores da fun√ß√£o p√ļblica.
Por Paula Brito em 22 de Jan de 2017
Os dados foram apresentados por Tiago Cunha, do gabinete de estudos da CGTP na conferência distrital contra a precariedade, promovida pela União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, na Covilhã.

Os dados revelam ainda que 42% dos trabalhadores caiu no desemprego devido ao fim do trabalho não permanente o que leva aquele responsável a concluir que a precariedade é a ante câmara do desemprego.  

Uma precariedade que continua em causa com o recente acordo sobre o Salário Mínimo Nacional, que Luís Garra classificou de perverso

“O acordo sobre o salário mínimo nacional é perverso não apenas por aquilo que está mais em voga que é a TSU mas por tudo o que está por detrás dele. O que o Governo do PS fez com a UGT e as Confederações Patronais foi assumir o compromisso da redução da TSU mas ao mesmo tempo comprometer-se que não mexeria nas leis laborais”, defendeu.

O coordenador da União dos Sindicatos entende que a geringonça ainda não entrou no ministério do trabalho, e como cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, as bandeiras estão prontas para ir para a rua

“Nós aqui no distrito de Castelo Branco, à cautela, não arrumamos as bandeiras nas arcas e não as metemos na naftalina. Temos as bandeiras no mesmo sítio onde sempre estiveram prontas a serem usadas e para saírem à rua sempre que seja necessário. E não se diga que estamos a pressionar o Governo e a por em causa uma solução governativa que nós apoiamos. O que estamos a dizer é que esta pressão é que pode vir a salvar esta solução de Governo”.

Além do debate suscitado esta tarde na conferência distrital sobre o tema, a União dos Sindicatos decidiu também levar o combate contra a precariedade para a rua no próximo mês de Março

“O direccionamento de acção para os locais de trabalho é uma condição, mas temos que fazer mais. Queria anunciar que a direcção da União de Sindicatos de Castelo Branco tomou a decisão de, integrando o roteiro contra a precariedade que a CGTP vai realizar no mês de Março, promover uma marcha distrital contra a precariedade. Uma acção direccionada para a rua e para os locais de trabalho. Por isso, a luta contra a precariedade e por uma vida digna vai continuar”, garante o coordenador da USCB.

A revogação de normas gravosas do código de trabalho, o aumento geral dos salários, a redução progressiva do tempo de trabalho a 35 horas e a efectivação dos direitos consagrados na Constituição foram alguns dos caminhos apontados nesta conferência realizada no âmbito da campanha nacional contra a precariedade.


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