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Segunda, 20 Fev 2017
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POLÍTICA
UF VALE FORMOSO E ALDEIA DE SOUITO: ACORDO NÃO É RESPEITADO
Rádio Cova da Beira
Nas últimas eleições autárquicas foi um dos casos onde a lista mais votada não obteve maioria existindo, por isso, a necessidade de entendimentos entre forças partidárias concorrentes para viabilizar o funcionamento dos órgãos da União de Freguesias de Vale Formoso e Aldeia de Souto (Covilhã). Mas o combinado não está a resultar. Quem não cumpre o acordo? Eis a questão.
Por Paulo Pinheiro em 20 de Jan de 2017

Após votações efectuadas em sessão da assembleia de freguesia, em Dezembro de 2013, o acordo foi assinado e "apadrinhado" pelo presidente da câmara municipal da Covilhã. O primeiro ano foi cumprido o estabelecido mas a partir daí, afirma o presidente da junta da União, deixaram de o fazer

" Desde o segundo ano que qualquer dos elementos não respeita o acordo porque ele não diz respeito apenas aos lugares da junta abrange também a assembleia. Tudo foi alterado e como têm a maioria na AF chegam aqui e aprovam o que querem", refere o presidente da junta da União, João Luís Gomes. Leitura diferente têm os membros da assembleia de freguesia, que criticam o facto de a junta ter inviabilizado, através de uma das providências cautelares que interpôs no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, a tomada de posse de dois novos vogais.

Nuno Geraldes, eleito nas listas do PS, actual vogal da AF já exerceu o cargo de presidente e secretário daquele órgão, seria um dos elementos a tomar posse na junta de freguesia

"Foi-me negado essa hipótese. O Sr presidente da junta não deve estar muito seguro daquilo que tem feito em termos financeiros na autarquia porque, ao longo dos anos, foi-nos sempre vedado o acesso às contas da junta e como um de nós ia ocupar o lugar de tesoureiro, com a possibilidade de saber a situação real da junta, o Sr. presidente não deixou que isso acontecesse. Estamos revoltados, aqui parece não existir lei nem democracia", refere.

Também Luís Florêncio, também eleito nas listas do PS, outros do membros da AF que iria passar a ocupar um cargo na junta, acusa o presidente da junta de quer complicar a situação

" Não lhe interessa trabalhar connosco porque quem não deve não teme e deve ter alguns receios daí querer ficar com os actuais vogais. O presidente da junta pretendeu no segundo ano quebrar o acordo com uma colega que está na AF e ela como tem palavra não permitiu, como o referiu nesta sessão" remata.

O presidente da junta queixa-se que a assembleia apresenta-se como um obstáculo ao trabalho que a junta pretende desenvolver. O presidente da assembleia de freguesia responde com o desafio "convoca-se uma reunião da assembleia e cada parte no processo apresenta as provas que têm e depois tiram-se as conclusões. É que até aqui é palavra da AF contra a palavra do presidente da junta e o povo acaba por ficar confuso. É bom que, de uma vez por todas, a situação seja clarificada", defendeu Paulo Martins Gomes no final da última sessão da assembleia, que se realizou nas instalações da antiga sede da junta de Aldeia de Souto. e onde o plano de activiades e orçamento para 2017 foram chumbados.

No período da intervenção do público, Luís Matias lamentou "profundamente o funcionamento da assembleia de freguesia. Tudo aquilo que aqui foi dito espremido dá zero. Não há paciência para ouvir lavar roupa suja".  


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