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Domingo, 26 Mar 2017
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POLÍTICA
PARTICIPAÇÃO DA CMP NA CONSTRUÇÃO DO HOTEL CONTINUA POR ESCLARECER
Rádio Cova da Beira
Ao fim de três anos de mandato, as sociedades Malcatur e Grupo de Desenvolvimento Termas de Portugal (GDTP) ainda não reconheceram o montante investido pela câmara municipal de Penamacor (CMP) na construção do hotel da vila, apesar do levantamento estar feito e documentado, garantiu na última reunião do executivo António Beites.
Por Paula Brito em 20 de Jan de 2017

“Estamos a falar de investimentos suportados pela autarquia aquando da construção do hotel e o que nós pretendemos é que esse investimento seja reflectido nas contas de ambas as sociedades e que a quota do município seja elevada em função disso”. Tenho os documentos dos procedimentos contratuais pelo que há conhecimento da realização desses investimentos”. O autarca não quer, para já, avançar com os números em causa mas garante que o investimento é superior a meio milhão de euros. 

O presidente da CMP quer ver resolvido o problema até final do mandato e não afasta a possibilidade de se socorrer da via judicial, uma vez que o parceiro privado não reconheceu, até à data, os montantes em causa,  “como não houve questões documentais escritas vinculativas estamos a aguardar que reconheçam esses investimentos, esperemos que o assunto possa ser resolvido pelos dois sócios, que é o município e a sociedade, sem que haja recurso aos meios jurídicos, se não houver esse entendimento, em última instância teremos que o fazer porque temos que salvaguardar a posição da autarquia”.

A questão foi levantada pela bancada da oposição a propósito do relatório do Revisor Oficial de Contas que, à semelhança do ano passado, volta a frisar a ausência de demonstração de resultados das empresas (Malcatur e Grupo de Desenvolvimento das Termas de Portugal) participadas da câmara de Penamacor. Uma “alhada” frisou Pedro Folgado que coloca a autarquia numa camisa de varas “se por um lado não fizermos reflectir o investimento na participação do município estamos a ser prejudicados no poder de decisão dentro dessas participadas, por outro lado, se o fizermos, vamos estar a assumir, provavelmente, dívidas dessas participadas a ser reflectidas nas contas do município e portanto lá se vai por água abaixo boa parte do esforço que fizemos nos últimos anos e que já foi aqui assumido na redução da dívida do município”.

Segundo António Beites o nível de endividamento das duas sociedades é “bastante elevado”, e como a câmara nunca acompanhou o aumento de capital, neste momento a sua participação, que era inicialmente de 49%, resume-se a “15% num caso e 24% noutro”. Ver reflectido o investimento municipal no capital social das empresas aumenta as quotas, que o município quer alienar, mas também aumenta a responsabilidade sobre as dívidas, frisou a oposição.


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