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Sábado, 21 Out 2017
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POLÍTICA
“NÃO EXCLUO NADA”
Rádio Cova da Beira
Carlos Pinto não fecha a porta à possibilidade de avançar com uma candidatura independente à presidência da câmara municipal da Covilhã nas próximas eleições autárquicas.
Por Nuno Miguel em 19 de Jan de 2017

Em entrevista ao programa “Argumentário” da Rádio Altitude, da Guarda, o ex autarca da Covilhã admite que esse cenário não está nos seus planos mas não excluí nenhuma hipótese “isso não está nos meus planos, mas também não excluo nada. Não escondo que irei intervir nas eleições e os próximos dois ou três meses irão dizer como, porque realmente vejo que os candidatos que estão apresentados não respondem e não correspondem. Eu fiz 20 anos de câmara e neste momento estou a ouvir os covilhanenses. Se a Covilhã tiver consciência da situação e quiser estudar a sério o problema da câmara eu estou cá para ouvir”.

Num olhar sobre a realidade vivida pela câmara da Covilhã desde que abandonou funções, o antigo autarca considera que a grande obra do actual mandato foi a da maledicência “não há um só euro de obra na Covilhã deste quadro comunitário. Isto pode ser criminoso. Uma câmara que tem obras para fazer no teatro cine, que eu deixei comprado como teatro municipal, tem estadas para recuperar e não tem um euro em empreitada. Perdeu uma barragem que eu deixei com visto do tribunal de contas e fez os tubos onde agora só passa ar porque não tem água para eles. Se no meu tempo foi a desgraça eu acho que agora é uma catástrofe. A Covilhã tem que mudar de vida nas próximas eleições. A grande obra deste município foi a obra da maledicência”.    

Questionado sobre o anúncio de que a autarquia covilhanense vai estar na corrida pela instalação da multinacional norte-americana “Tesla” naquele concelho, Carlos Pinto aponta-o como o exemplo de um executivo que não sabe o rumo o que deve seguir “eu acho de um ridículo absoluto a câmara da Covilhã falar neste investimento e esquecer que eu deixei, à volta do «Data Center», espaço infra estruturado para a construção de 30 a 40 mil metros quadrados de edifícios de escritórios e laboratórios. Deixei um contrato com a «PT» em que a empresa se obriga a providenciar junto dos seus fornecedores a instalação junto ao «Data Center» e a câmara da Covilhã fez zero. Saber desta realidade, como eu sei, e ao mesmo tempo ouvir o actual presidente da câmara dizer que está na corrida pela «Tesla» o que posso eu dizer se não uma gargalhada silenciosa? Isto é de quem realmente não sabe o que está a fazer”.

O ex autarca mostrou ainda uma visão muito crítica sobre a escolha de Marco Baptista para cabeça de lista do PSD à presidência da câmara da Covilhã nas próximas autárquicas “o candidato do PSD à câmara da Covilhã foi um dos que subscreveu o acordo de incidência governamental para que o único vereador do PSD desse o apoio ao PS. E agora aparece, com o maior descaramento, a dizer que quer retomar o projecto de 2013, que foi o que eu conduzi e do qual andaram a dizer mal, e que quer virar a página de três anos de absoluto desastre. Ou pensam que as pessoas são tolas ou eles próprios estão num estado de tolice absoluta do ponto de vista político. As pessoas olham para isto tudo e não dão credibilidade”.  

Os elogios foram para o antigo secretário de estado do turismo que vai encabeçar a lista à presidência da autarquia pelo CDS/PP. Carlos Pinto afirma que “tenho a melhor das impressões do Adolfo Mesquita Nunes; foi um grande secretário de estado, ajudou a uma mudança no sector do turismo em Portugal, é da Covilhã e conhece a realidade. Agora evidentemente que o CDS tem um potencial eleitoral muito reduzido pelo que não me parece que seja antecipável uma vitória na Covilhã mas que tem um candidato de qualidade isso não tenho dúvidas em dizê-lo”.

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