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Sábado, 14 Dez 2019
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POLÍTICA
POLIS COVILHÃ: 10 ANOS DEPOIS CHEGOU AO FIM
Rádio Cova da Beira
Passados 10 anos da conclusão das obras do Polis na Covilhã, foi aprovado em sessão extraordinária da câmara e assembleia municipal, em vésperas de fim de ano, o relatório final de liquidação da Sociedade para o Desenvolvimento do programa Polis na Covilhã, SA.
Por Paula Brito em 31 de Dec de 2016
 

Com esta aprovação a câmara “desatou mais um nó” explicou Vítor Pereira esta manhã à assembleia municipal “estamos aqui a deliberar para receber dinheiro (324 mil euros) e era para estarmos a deliberar para pagar, (mais de um milhão) foi por isso que ninguém quis fechar o Polis em 2006, nem em 2010, quando se tornou obrigatório, porque contrair dívidas é fácil, pagá-las é que é o cabo dos trabalhos”.

A liquidação da sociedade foi aprovada por maioria com a abstenção do PSD que justificou o voto com a chegada dos documentos a poucas horas da realização da assembleia “foi somente este facto que nos levou a não participar, porque o nosso voto tem sido sempre resultado de uma análise profunda de todos os assuntos que são canalizados para este órgão, uma premissa que não foi cumprida neste caso”, justificou Francisco Moreira.

Para a CDU, ficaram por cumprir os principais objectivos do Polis que se propunha devolver a cidade aos covilhanenses. Para Mónica Ramôa, os 22 milhões do Polis Covilhã foram “uma oportunidade perdida” porque estes milhões “podiam ter rejuvenescido completamente a cidade, poderia ter feito a diferença, perdeu-se uma oportunidade de ouro, como alertámos em 2002 que faltou o debate, a participação e a transparência”.

Uma opinião partilhada pelo Partido Socialista, como frisou o líder da bancada Hélio Fazendeiro “há aqui um conjunto de obras que são ostentadas pela maioria PSD como obras de regime e de grande visão estratégica mas que foram financiadas pelo Polis, a câmara não está endividada por causa da ponte da carpinteira, do jardim do lago, os elevadores, o parque da goldra, isto são projectos financiados pelo Polis, que de alguma forma foi uma oportunidade perdida”.

Numa avaliação às obras do Polis, Vítor Pereira diz que se perdeu uma oportunidade de devolver as ribeiras à cidade e a recuperação do seu património industrial, a favor de uma ponte feita “para as revistas do aeroporto”. De todas as obras contempladas no Polis, o autarca covilhanense salvaguarda apenas o jardim do lago “o único sítio o dinheiro do Polis foi bem gasto foi o jardim do lago”.

Com as duas abstenções do PSD e perante a ausência do MAC, a liquidação da Sociedade Polis foi aprovada por maioria numa sessão extraordinária convocada para as vésperas de fim de ano, porque segundo o autarca covilhanense teria que ser aprovada antes do fim de 2016, sob pena do “imbróglio continuar no próximo ano”.


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