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Quarta, 20 Out 2021
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SOCIEDADE
COMBATE ATINGIU A EXCELÊNCIA NO DISTRITO
Rádio Cova da Beira
Pelo segundo ano consecutivo sem reacendimentos e pelo quarto sem falsos alertas de incĂȘndio, o distrito de Castelo Branco atingiu o patamar de excelĂȘncia no que ao combate diz respeito. A afirmação de Rui Esteves Ă© tambĂ©m sustentada nos nĂșmeros da Ășltima dĂ©cada em que a redução do nĂșmero de ocorrĂȘncias foi de 28% e a mĂ©dia de ĂĄrea ardida por ano passou de 19.500 hectares, entre 1996 e 2005, para 1.850 na Ășltima dĂ©cada.
Por Paula Brito em 30 de Nov de 2016

De 1 de Janeiro a 15 de Outubro deste ano arderam no distrito de Castelo Branco 3.218 hectares, 1.824 dos quais de povoamento, 846 de mato e 548 agrícola. Durante o mesmo período registaram-se um total de 379 ocorrências, sendo que Castelo Branco foi o concelho com mais área ardida e maior número de ocorrências.

Este ano o concelho de Vila Velha de Ródão foi o terceiro com maior número de ocorrências, (51) alterando o histórico dos últimos 15 anos.

“No histórico que temos os concelhos de Castelo Branco, Fundão e Covilhã têm cerca de 60% do número de ocorrências do total do distrito, este ano, o Fundão é aquele que tem menos ocorrências, isto é, Castelo Branco tem 96, Covilhã 61 e o Fundão 42 ocorrências.”

Rui Esteves, comandante operacional distrital esta manhã na conferência de imprensa de balanço do dispositivo de combate a incêndios de 2016, em que pelo segundo ano consecutivo não se registaram reacendimentos no distrito. O comandante fez o histórico da última década e desde 2006 que a curva do número de ocorrências no distrito é descendente. Para além da redução de 28% do número de ocorrências na última década a área ardida passou de uma média de 19.500 hectares por ano (de 1996 a 2005) para 1.850 hectares por ano na última década. Os números não enganam e levam o comandante operacional distrital a afirmar que no distrito o combate atingiu um patamar de excelência “do ponto de vista do planeamento e dos dados que apresentamos estamos confortados com o excelente trabalho que foi feito e que está demonstrado nos resultados deste decénio de 2006 a 2016, não tenho dúvidas em afirmar que o combate atingiu a excelência, e não se pode exigir mais ao combate por isso é que queremos inverter a pirâmide”.

Inverter a pirâmide passa pela aposta numa cultura de segurança assente na prevenção e no cidadão. Uma ideia defendida também por Luís Patrício, chefe do SEPNA no distrito de Castelo Branco. Para o major falta um quarto pilar à defesa da floresta “que é o pilar da sensibilização que devia congregar a comunicação social, as câmaras, a igreja, para que a mensagem possa chegar a todos”.

Dos 379 incêndios ocorridos no distrito de Castelo Branco a principal causa foi intencional (167) e negligente (103). A GNR passou 202 autos, mais de 80% foram pagos voluntariamente, foi responsável pela rede de 21 postos de vigia que em 20% dos casos deram o primeiro alerta e em 42% o segundo.   


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