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Sábado, 24 Out 2020
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POL�TICA
“NÃO QUEREMOS DIVISÕES INTERNAS”
Rádio Cova da Beira
Pedro Passos Coelho quer que o PSD se apresente unido às eleições autárquicas do próximo ano. A ideia deixada pelo presidente do partido na sessão de encerramento da convenção autárquica distrital que decorreu ontem em Castelo Branco.
Por Nuno Miguel em 27 de Nov de 2016

O líder social democrata sublinha que as estruturas concelhias e distritais devem saber preparar muito bem esse acto eleitoral por forma a que o PSD seja o vencedor das próximas eleições autárquicas e sem divisões internas à semelhança do que já aconteceu no passado “é mais fácil partir para esse combate estando unidos e sintonizados do que dando espaço a divisões internas que nos possam prejudicar ao nível dos concelhos ou das freguesias. Sabemos que no passado isso aconteceu, há feridas para sarar em vários pontos, não são assim tantos como isso mas ainda assim há uma certa tendência para que eles se repitam e para que essas feridas se reabram. Isso acontece quase sempre nos mesmos sítios mas nós esperamos ser mais bem sucedidos desta vez do que conseguimos ser noutras ocasiões”.

O presidente do PSD acrescenta que as próximas eleições autárquicas devem também simbolizar uma mudança de paradigma na acção do poder local, que tem todas as condições para desempenhar uma missão mais ambiciosa “é nossa convicção de que estamos a viver uma época em que o poder local pode desempenhar uma função mais ambiciosa do que a que teve nos últimos 40 anos. Levamos quase duas gerações de quadros autárquicos que transformaram o país mas o panorama que hoje temos permite-nos pensar que os próximos anos podem ser anos de desenvolvimento mais harmonioso e para isso temos que ser ambiciosos para proporcionar um caminho de descentralização mais efectivo para o poder local”.

Nesta deslocação ao distrito, no dia em que se assinalou um ano da entrada em funções do governo do PS, Passos Coelho não poupou nas críticas à acção do executivo. O presidente do PSD mostra-se muito preocupado com o facto de Portugal não verificar o crescimento económico que era esperado enquanto que o valor da dívida pública continua a aumentar. O líder social democrata acusa ainda os socialistas de estarem a governar de acordo com o calendário eleitoral das autárquicas, deixando como primeiro exemplo a data para a entrada em vigor do aumento do valor das reformas “porque é que não começar em Janeiro e estamos à espera de Setembro para as aumentar? Em Agosto também vai haver um pequeno aumento extraordinário do subsídio de refeição. Mas o governo não fica por aqui e promete integrar todos os precários em Outubro. É mesmo para as eleições. E esta é uma das demagogias mais perigosas que temos porque estamos literalmente a brincar com o emprego e com o futuro do país”. 

O aumento da despesa na área na saúde, a recusa do PS em avançar para a reforma da segurança social e a mudança de gestão da “Carris” para a câmara de Lisboa ficando a dívida do lado do estado foram outras das matérias que suscitaram duras críticas ao primeiro ano de governação do PS.


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