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POL�TICA
PS FUNDÃO: "HÁ MEDO NO CONCELHO"
Rádio Cova da Beira
Nas freguesias do concelho do Fundão, o Partido Socialista admite que a tarefa que enfrenta nas próximas eleições autárquicas "é muito difícil". A líder da concelhia socialista utiliza a palavra "medo" para caracterizar a situação criada pela atual gestão da câmara
Por Paulo Pinheiro em 25 de Nov de 2016

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"A forma tentacular como a câmara municipal se esticou por todas as freguesias está de tal forma trabalhada e articulada que as pessoas têm medo de assumir ser diferentes do poder instalado. Têm medo. Já nos foi dito assim: gostaria muito mas tenho medo e não quero. Em muitas situações compreende-se que tenham medo porque em todas das freguesias há pessoas a trabalharem na câmara municipal e em alguns casos até lideram a junta de freguesia ou estão num cargo que a autarquia lhe criou para. Compreende que isto é terrível", sustenta.

De acordo com Conceição Martins, o PSD "com a atual organização de polvo" tem permanentemente uma grande quantidade de pessoas em campanha eleitoral e também ao serviço do município "pois são lá contratados. E se não são contratados a tempo inteiro têm recibos verdes ou POC´s,,,isto é um facto e que toda a gente vê. Associado a isto estão todas as promiscuidades que sabemos e que conhecemos. Dir-me-á não é ilegal, se calhar não", afirma.

Num olhar para outras situações, a líder do PS aponta o dedo à vereadora do executivo Alcina Cerdeira, que até sendo legal é eticamente reprovável

" O projecto que a vereadora tem no pavilhão multiusos. Não conheço o protocolo, nunca o vi, até pode ser muito clarinho e linear, eu não digo que não seja, mas convínhamos pode ser legal mas é eticamente duvidoso pela concorrência  que está a fazer a outros. Podemos ainda falar da exploração do restaurante do pavilhão multiusos que é efetuada por dois funcionária da câmara municipal. Mais uma vez, pode ser legal mas é eticamente reprovável", declara aquela responsável política,

A ex-vereadora da autarquia acusa ainda a gestão do PSD na câmara municipal do Fundão de estar a gerar discriminação com os arrendamentos que criou, constituindo-se como uma alternativa concorrencial ao que existe 

" A autarquia é uma empresa de arrendamentos, uma imobiliária... não é essa a função de uma câmara municipal. Então como é que fazemos: para uns, que vêm de fora, há rendas suportadas pela câmara municipal e para os que cá estão não há?", questiona Conceição Martins. 


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