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Domingo, 25 Out 2020
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POL�TICA
“SE NÃO FOR A BEM É A MAL”
Rádio Cova da Beira
Vítor Pereira ameaça recorrer aos tribunais caso não seja possível chegar a um entendimento com o parceiro privado que detém 49 por cento do capital das ”Águas da Covilh㔠para a redução dos custos associados à factura da água naquele concelho.
Por Nuno Miguel em 25 de Nov de 2016

Na última reunião pública do executivo o autarca referiu que o processo negocial já entrou na recta final mas admite o recurso à vida judicial caso os interesses dos covilhanenses não sejam salvaguardados “as negociações tem sido muito duras e intensas mas há alturas em que o diálogo não funciona; eu estou na recta final das negociações com o parceiro privado mas se o diálogo não resultar nós iremos fazer prevalecer os direitos que entendemos que temos. Já se sabe que vamos enfrentar uma longa e dura batalha judicial mas cá estamos para isso e nestas horas cada um deve assumir as respectivas responsabilidades. Caso não consiga chegar a uma solução consensual vamos avançar de forma unilateral”.

A questão foi introduzida pelo vereador da CDU que apresentou uma situação pessoal que viveu nas últimas semanas e em que enviou uma exposição às “Águas da Covilhã” a propósito da introdução de estimativas para cobrança das facturas. José Pinto sublinha que esta situação é mais um exemplo da urgência de operar mudanças no funcionamento da empresa “tem que mudar; é uma promessa nossa, de todos quantos aqui estamos de mudar a gestão que é feita nas «águas da Covilhã» e vamos de promessa em promessa. Primeiro era na primavera, agora é até final do ano mas eu tenho muitas dúvidas que isso venha a acontecer. A verdade é que quem põe e dispõe naquela casa continuam a ser os 49 por cento do privado e eu pergunto o que é que o nosso administrador está ali a fazer”.

Na resposta, Vítor Pereira sublinhou que a questão do abastecimento da água não pode ser desligada do processo de concessão do saneamento. Matérias que o presidente da autarquia espera poder resolver antes de avançar com qualquer processo judicial “nós fizemos a concessão do tratamento de efluentes num processo à parte da concessão da água. Essa a galinha dos ovos de ouro que foi entregue de mão beijada aos privados. Por outro lado temos uma situação leonina num acordo parassocial que contém cláusulas ilegais. Como digo estamos a usar toda a diplomacia e toda a dureza que ela comporta para resolver este problema Se não for a bem é a mal”.


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