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Sábado, 21 Jul 2018
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SOCIEDADE
OP COVILHÃ DECIDE: MP ARQUIVA QUEIXA
Rádio Cova da Beira
O Ministério Público (MP) proferiu um despacho de arquivamento da queixa apresentada pela Associação Paul Cultural e Desportivo a contestar o processo eleitoral do Orçamento Participativo (OP) Covilhã Decide 2016.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro Pinheiro em 28 de Oct de 2016

O Ministério Público concluiu que “houve efectivamente irregularidades na votação presencial, em benefício de um dos concorrentes, porquanto os votos foram registados por uma das sete pessoas com acesso aos cadernos eleitorais, e não correspondem efectivamente à vontade dos votantes, que não tão pouco sabiam da existência do orçamento participativo”.

Não sendo possível apurar o autor ou autores das irregularidades o MP determina o arquivamento do inquérito. Para Luís Morgadinho, dirigente da associação paulense, o objectivo foi atingido “nós não andamos aqui à caça às bruxas, só queremos repor a verdade e a verdade foi reposta com este acórdão do MP, nós ainda podemos recorrer mas estamos à espera que a câmara da Covilhã se pronuncie. Eu acho que a câmara só tem um caminho a seguir que é retirar o projecto à banda filarmónica das Cortes e atribui-lo à Associação do Paul Cultural e Desportivo, perante o que está aqui escrito não Ho outra alternativa”.

Para Luís Morgadinho o problema “é político” e devem ser os políticos a assumir as suas responsabilidades “mas mais uma vez estão a empurrar com a barriga em vez de assumirem as suas responsabilidades porque eu não acredito que tenham sido os funcionários da junta a por lá as cruzinhas nos cadernos eleitorais, mas o que o acórdão diz é que das sete pessoas que arrolaram não conseguiram descobrir quem é que pôs as cruzinhas nos cadernos eleitorais”.

A Associação Paulense ainda pode recorrer da decisão do Ministério Público mas faz depender o recurso da posição que vier a ser assumida pela câmara da Covilhã “tenho o coração a balançar pelo seguinte: eu tenho vontade de ir até às últimas consequências com isto mas também tenho pena que isto vá sobrar para o elo mais fraco que são as funcionárias”.

Confrontado com o assunto, o presidente da câmara da Covilhã remete para mais tarde uma posição sobre esta matéria.


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