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Quarta, 28 Out 2020
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SOCIEDADE
MUTUALISTA COVILHANESE: O QUE ERA DEIXOU DE SER
Rádio Cova da Beira
Em menos de 24 horas o que era deixou de ser. O presidente da mesa da assembleia geral recuou na decisão de se demitir. Foto: Nélson Silva (esquerda) e Carlos Roque (direita)
Por Paula Brito em 26 de Oct de 2016

À noite Carlos Roque demitiu-se conjuntamente com os restantes elementos da mesa numa assembleia geral onde ficou decidido que a instituição passaria a ser gerida por uma comissão administrativa. De manhã, após uma reunião com a direcção liderada por Nélson Silva, tudo voltou à normalidade. E o que mudou da noite para o dia?

 

“Houve um entendimento entre mim e o Dr. Nélson Silva que se mostrou disponível a fazer uma assembleia para a revisão dos estatutos. Entramos num entendimento para não criarmos nenhum problema à instituição, aos trabalhadores e funcionar com normalidade. Ao eu recuar deixa de haver comissão administrativa”.

Em causa estão os estatutos da instituição que o presidente da assembleia geral admite desconhecer, mas tem tido queixas de associados relativas a várias restrições que constam dos documentos “eu vim aqui educadamente pedir os estatutos para facultar a essa gente e a documentação foi-me sonegada, criou-se aqui um mal-entendido, eu senti-me desautorizado

“Vim aqui de boa-fé pedir os estatutos para facultar a alguns sócios e foram-me sonegados e criou-se um mal-entendido que podia ser ultrapassado. Senti-me desautorizado, que não me ligaram nas três vezes que aqui me desloquei. Esperemos que na próxima revisão os estatutos fiquem abertos à comunidade e aos sócios porque neste momento, para um meio como a Covilhã, serem obrigatórias 500 assinaturas é quase intransponível entrar aqui”.

Carlos Roque coloca um ponto final no assunto e promete ler os estatutos ao pormenor, Nélson Silva nega que os documentos tenham sido sonegados recordando que são públicos e que não foram os actuais corpos sociais que o elaboraram ou fizeram aprovar

“Percebi a preocupação do presidente da AG sobre os estatutos mas repito estes regulamentos não foram aprovados por esta direcção. Nós estamos a cumprir com os atuais estatutos que foram aprovados e remetidos à tutela pela última direcção que esteve na Mutualista. Estamos disponíveis, após o ato eleitoral porque não há tempo para isso, para marcar uma assembleia geral para Janeiro de 2017 onde podemos discutir os estatutos e alguns dos pontos que os associados entendem que devem ser alterados”.

Quanto ao que se passou na assembleia geral extraordinária, o presidente da direcção não acha normal mas aceitou as explicações do presidente da mesa

“Não é normal mas aceito as explicações do presidente da mesa da assembleia geral porque o que aqui está em causa é o bom nome e a imagem da instituição. Como foi dito pelo presidente da mesa da AG está reposta a normalidade dentro da Mutualista Covilhanense e não comento aquilo que não acompanhei, que não conheço porque não estive cá e porque fui muito claro ao dar nota pública da ilegalidade da convocatória e da realização da assembleia”   

Nélson Silva admite rever os estatutos logo após o acto eleitoral que deverá acontecer em Dezembro e para o qual já anunciou recandidatura.  


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