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Sexta, 10 Jul 2020
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POL�TICA
“FALTA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE É PREOCUPANTE”
Rádio Cova da Beira
Paula Santos considera que o problema da falta de médicos no interior do país não se resolve apenas com a atribuição de compensações financeiras aos profissionais. A ideia deixada pela deputada do PCP na assembleia da república no final de uma visita aos hospitais de Castelo Branco e da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 26 de Oct de 2016
A falta de profissionais de saúde foi uma das principais carências encontradas por Paula Santos nesta visita ao distrito mas a deputada entende que “é certo que podem ser adoptadas medidas pecuniárias para valorizar os salários tal como já foi anunciado mas no nosso entender são necessárias também outras medidas como assegurar a progressão das carreiras, garantir o desenvolvimento profissional desses médicos, adquirirem mais conhecimentos e também poderem desenvolver actividades de investigação. Tudo isso são aspectos que valorizam os profissionais para além de medidas que possam ajudar á fixação das famílias uma vez que no caso dos médicos que já terminaram as suas especialidades eles já têm a sua situação familiar consolidada e isso também pesa numa decisão de se fixarem no interior”. 

 

A deputada do PCP acrescenta que não é só nos hospitais que se verifica essa falta de profissionais, mas também ao nível dos cuidados de saúde primários. Uma situação que acaba por elevar os números de afluência aos serviços de urgência “há alguma preocupação em relação aos elevados tempos de espera nas urgências e também para consultas e cirurgias em algumas especialidades e tudo isso está relacionado com a carência de profissionais mas também evidencia a necessidade de dotar os cuidados de saúde primários de mais serviços e valências por forma a assegurar que determinados problemas de saúde possam ser resolvidos nos centros de saúde. Como isso não acontece as pessoas acabam por ter de recorrer às urgências dos hospitais”

 

Nesta deslocação ao distrito, Paulo Santos mostrou-se ainda preocupada com um conjunto de outras situações e que vão motivar a apresentação de pedidos de esclarecimento ao ministério da saúde “as empresas de trabalho temporário nos serviços de urgência são uma realidade e isso acaba por criar alguma instabilidade nos serviços; há também casos de precariedade em que os contratos de emprego e inserção são utilizados para preencher necessidades permanentes de trabalhadores. Por outro lado há também a questão da progressão nas carreiras, que é sobretudo muito sentida pelos enfermeiros, nomeadamente na valorização de especialistas e tudo isto são matérias que vão merecer a nossa intervenção junto do ministério da saúde”.  

 

Já em relação à possibilidade de vir a ser criada uma unidade local de saúde na Cova da Beira, à semelhança do que já sucede em Castelo Branco e na Guarda, Paula Santos refere que o PCP só vai pronunciar-se sobre o tema depois de ser conhecida a proposta do grupo de trabalho constituído pelo ministério da saúde que está a avaliar o assunto.

 


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