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Quinta, 12 Dez 2019
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SOCIEDADE
COMISSÃO ADMINISTRATIVA GERE MUTUALISTA COVILHANENSE
Rádio Cova da Beira
Até à marcação de eleições para os órgãos sociais, a Mutualista Covilhanense é gerida por uma comissão administrativa. A decisão foi tomada esta terça-feira no decorrer de uma assembleia-geral extraordinária onde a mesa do órgão (Carlos Roque, Celeste Raposo e Fátima Sá Pessoa) anunciou a demissão em bloco.

Por Nuno Miguel em 25 de Oct de 2016

De acordo com Carlos Roque, uma posição que resulta da sonegação dos estatutos da instituição e da lista de sócios da mesma

 

"Desloquei-me três vezes à Mutualista, falei com o diretor executivo, Hélder Morais, e em todas as ocasiões me foi dito que não estava autorizado pelo presidente da direção a entregar qualquer documento" acrescentando "hoje (segunda-feira) vim novamente à instituição e quis falar com os funcionários a fim de lhes explicar o porquê desta assembleia geral e fui barrado", afirmou o presidente da mesa da assembleia geral. Carlos Roque exibiu uma pen que contém as gravações das conversas com o diretor executivo "para que não restem dúvidas daquilo que digo. A mesa da assembleia geral, e eu próprio, nunca fomos uma pedra no sapato da direção. Também a outras pessoas que voluntariamente aqui trabalharam durante nove anos a quem foi barrada a entrada", disse. Ainda como presidente da mesa da assembleia geral, Carlos Roque disse ter chamado a atenção para a autopromoção do presidente do elenco diretivo "que era agressiva e descabida".

 

Alguns dos cerca de 50 sócios presentes usaram da palavra, o facto de a direção ter considerado ilegal a assembleia geral extraordinária (ver notícia nesta página "Assembleia Geral Viola Estatutos) mas a porta das instalações ter sido aberto para a realização da reunião levou Fausto Batista a questionar a posição do elenco diretivo. A intervenção mais demorada foi a de Carlos Casteleiro que depois de recordar que a lei geral diz que quando cai a assembleia geral caiem também os restantes órgãos, constituindo-se uma comissão administrativa, O antigo presidente da direção, que garantiu não candidatar-se a nenhum órgão da Mutualista, classificou a carta em que a direção considera ilegal a assembleia como "um equívoco e não andou bem quando a envia para a comunicação social, concretamente para a RCB) e estranhou o fato dos funcionários da instituição não estarem presentes

 

"Fico pasmado. Onde estão os trabalhadores? É grave. Há aqui medo. Não admito nem aceito que se acorrentem ou escorracem os funcionários. Se foram proibidos de estarem aqui a situação é ainda pior", disse. Na intervenção Pina Simão, advogado, fez referência ao estatuto jurídico das IPSS´s e para o fato das eleições terem que ser marcada no prazo de 30 dias. Para além do pedido de demissão da mesa da assembleia geral os sócios devem também pronunciar-se sobre a queda dos restantes órgãos sociais.

 

A assembleia por maioria, com uma abstenção, decidiu manter a mesa da assembleia geral em funcionamento, apesar de demitida, Com duas abstenções, foi decidida a queda da direção e do conselho fiscal e com uma abstenção os associados deliberaram constituir uma comissão administrativa, que gere os destinos da instituição até à tomada de posse dos novos órgãos sociais. A comissão é constituída por Carlos Roque, Rui Venâncio, José António Santos, António Carrilho, Pina Simão, presença condicionada até uma reunião com a ex- direção dado que com ela mantinha assessoria, e Fernando Alexandre, ex membro da direção, que apesar de não estar presente irá ser convidado para o efeito.

 

A assembleia geral extraordinária terminou com a leitura, por Carlos Roque, da ata da reunião.

 

 


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